Economia da Informação

A nova mina de ouro da web: Seus segredos

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 31 de julho de 2010

Nesta reportagem do Wall Street Journal há um importante contraponto no que se refere a questão da privacidade, onde, os consumidores ao invés se serem ‘conquistados’ pela a propaganda ética e justa onde não há abuso em questões como exploração do trabalho infantil, sustentabilidade e outros motes que geram comoção sociológica; estão sendo rastreados pelas as empresas na internet com a utilização de cookies e outros mecanismos de rastreamento.

Ecossistema de Rastreamento
Ecossistema de Rastreamento

Desde já é importante ressaltar que a escolha de ser rastreado por cookies é compulsória por padrão, ou seja, as configurações dos web browsers são definidas para permitir que os sites da internet coloquem os seus cookies na máquina do usuário.

A reportagem expõe que esses dados estão sendo vendidos para as empresas como forma de direcionamento de seus dados privados para empresas para realização de marketing dirigido.

Isso é mais ou menos, como a reportagem menciona ligar para uma pessoa e colocar um amigo na linha para escutar a conversa; ou mesmo, um hipermercado depositar uma caixa cheia de itens de alimentação básicos, mesmo antes de você entrar dentro da sua casa e abrir a dispensa.

O que fica é a reflexão por parte dos consumidores em relação às informações que disponibilizam para os websites, bem como dos setores legais que precisam propor políticas que defendam a intimidade dos consumidores para que estes tenham resguardados os seus direitos de imagem, privacidade e honra.

online.wsj.com-article-SB10001424052748703940904575395073512989404.html-mod=WSJ_hpp_LEFTTopStories

What They Know

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Googlethink

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 31 de julho de 2010

Em mais um bom artigo Nicholas Carr coloca em pauta a pretensão das empresas da internet, em especial a Google, em antecipar as nossas necessidades de acordo com o seu mecanismo de busca.

O argumento é válido, seja em sua semântica na qual o articulista expõe que realmente esses mecanismos de busca são muitas das vezes tendenciosos; bem como é válido para contrabalancear a esquizofrenia gerada pela a paixão pela a Google Inc..

O artigo é de tão fácil leitura que refresca e muito o debate sobre os monopólios da informação, e bem como a comercialização da privacidade alheia.

www.theatlantic.com-magazine-archive-2010-07-googlethink-8120

Divisão de ganhos com a música

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 31 de julho de 2010

Em reportagem do blog link do estadão, foi apresentado um gráfico provido pelo o The Root onde mostra a divisão dos ganhos com a música.

Aqui no EI já foi discutido como alguns dos aspectos econômicos relacionados à musica, mas parece que a ficha não caiu – ainda – para as pessoas que trabalham com música.

O que ninguém sabe – ou não quer saber – é que há muitos custos em um trabalho de produção musical como descrito no link acima; e trabalhos de preparação vocal, masterização, acústica – só para ficar em exemplos bem simples de uma produção fonográfica – são caros.

Só para pensar em uma breve perspectiva de trabalhos de artistas de Heavy Metal e Metal Progressivo, veremos que há uma qualidade tanto na instrumentação, quanto na produção das músicas seja na contratação de músicos, seja na masterização de uma música. E isso exige recursos financeiros.

Não há dúvidas quanto que o futuro da música está cinza em um futuro próximo, porém, quando os consumidores verem que está perdendo trabalhos permanentes por uma questão de remuneração, talvez artistas excepcionais (como o KISS que não grava mais álbuns) não estejam tão dispostos a produzir novos sons. 

O assaltante de dados

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 30 de julho de 2010

O risco dos assaltantes de dados na economia digital, por IDG NOW!

Espionagem eletrônica? Sim, ela existe. E pode ocorrer até em sua empresa

Departamentos de TI devem ficar atentos, pois cada estação e servidor pode esconder um programa spybot capaz de roubar dados sigilosos.

Responda se puder: existe algum spybot estrangeiro em execução no sistema da sua empresa, em busca de vantagens que possa explorar? Apesar do tom alarmista, essa modalidade de espionagem eletrônica é real. Trata-se de uma ameaça escondida sob o lenço da inocência, mas de poder destrutivo alto – altíssimo, aliás -, e bastante difundida.

Na lista de atribuições dos departamentos de TI ou de um executivo de segurança, cuidar da prevenção da rede contra ataques externos de difícil detecção e aplicar as tecnologias disponíveis para tal função deveria ser da mais alta prioridade. Existe muita coisa em jogo para ignorar essa questão.

Muitos especialistas em segurança acreditam que cada vez mais empresas são alvo de espionagem eletrônica – vinda, principalmente, de países como a China. O que torna o problema ainda mais grave é o fato de essas técnicas serem de difícil detecção pelos métodos tradicionais.

Os espiões eletrônicos tentam entrar nos sistemas sem causar interrupções ou causar qualquer distúrbio, a fim de colher informações durante um determinado período.

Esse tipo de ataque é muito mais difícil de identificar que as ameaças não especializadas, aquelas que a toda hora são identificadas por antivírus e softwares de proteção de dados na web. Ocorre que os ataques especializados não ficam tempo suficiente nas máquinas para serem encontrados, relatados às empresas fabricantes de sistemas antivírus e erradicados ou impedidos de rodar.

Um ataque com foco em um sistema determinado pode ser formatado de maneira a contornar todo o contingente de softwares de segurança instalado.

seguranca
Ataques e Ameaças

Espionagem eletrônica? Sim, ela existe. E pode ocorrer até em sua empresa

Por InfoWorld/EUA

Publicada em 30 de julho de 2010 às 08h05

Departamentos de TI devem ficar atentos, pois cada estação e servidor pode esconder um programa spybot capaz de roubar dados sigilosos.

Responda se puder: existe algum spybot estrangeiro em execução no sistema da sua empresa, em busca de vantagens que possa explorar? Apesar do tom alarmista, essa modalidade de espionagem eletrônica é real. Trata-se de uma ameaça escondida sob o lenço da inocência, mas de poder destrutivo alto – altíssimo, aliás -, e bastante difundida.

Na lista de atribuições dos departamentos de TI ou de um executivo de segurança, cuidar da prevenção da rede contra ataques externos de difícil detecção e aplicar as tecnologias disponíveis para tal função deveria ser da mais alta prioridade. Existe muita coisa em jogo para ignorar essa questão.

Muitos especialistas em segurança acreditam que cada vez mais empresas são alvo de espionagem eletrônica – vinda, principalmente, de países como a China. O que torna o problema ainda mais grave é o fato de essas técnicas serem de difícil detecção pelos métodos tradicionais.

Os espiões eletrônicos tentam entrar nos sistemas sem causar interrupções ou causar qualquer distúrbio, a fim de colher informações durante um determinado período.

Esse tipo de ataque é muito mais difícil de identificar que as ameaças não especializadas, aquelas que a toda hora são identificadas por antivírus e softwares de proteção de dados na web. Ocorre que os ataques especializados não ficam tempo suficiente nas máquinas para serem encontrados, relatados às empresas fabricantes de sistemas antivírus e erradicados ou impedidos de rodar.

Um ataque com foco em um sistema determinado pode ser formatado de maneira a contornar todo o contingente de softwares de segurança instalado.

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Brasil se mantém em 42ª no ranking de economia digital

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 30 de julho de 2010

Direto de TIINSIDE e COMPUTERWORLD

Brasil se mantém em 42ª no ranking de economia digital

Apesar de ser um dos países com maior nível de penetração da internet do mundo, o Brasil ficou apenas com o 42º lugar no ranking de economia digital 2010. O país permaneceu na mesma posição desde a análise do ano passado, com queda de 0,15 ponto da última edição para esta, ou seja, saiu de 5,42 e foi para 5,27.

Entre os países da América Latina, o Brasil é o segundo com melhor índice, ficando atrás apenas do Chile, que ocupa o 30º lugar no ranking global. O estudo, elaborado pela divisão de pesquisas da IBM e pela Unidade de Inteligência da revista britânica The Economist, analisa a capacidade de 70 países de absorver as tecnologias da informação e comunicação (TIC) e aplicá-las a favor do desenvolvimento econômico e social.

De acordo com a análise, o Brasil melhorou os índices de oportunidades de negócios e atração de investimentos estrangeiros, mas caiu nos quesitos “visão e política de governo” e “ambiente social e cultural”, o que resultou na queda da média e fez com que ficasse estagnado na mesma posição. Por exemplo, a nota nacional do nível educacional relacionado a TIC caiu de 7,5 para 6 da edição passada para esta.

A categoria “infraestrutura de tecnologia e conectividade” revela que a internet no país alcançou um percentual de crescimento menor que no ano passado e, por isso, o Brasil recebeu nota 3. Já o acesso a celulares cresceu neste ano, o que rendeu nota 9, a melhor pontuação do país em todas as categorias do ranking.

Segundo a pesquisa, os dez primeiros colocados no ranking, encabeçado por Suécia, Dinamarca e Estados Unidos, respectivamente, apesar de terem ótimos níveis de desenvolvimento socioeconômico e educacional e subido algumas posições na lista, ainda precisam investir mais na universalização do acesso à internet em banda larga. A Suécia, ano passado em segundo, e a Dinamarca, em primeiro na edição de 2009, trocaram de posições, ao passo que os EUA subiram do quinto para o terceiro lugar da lista.

Brasil ocupa 42º lugar em ranking de economia digital

Estudo analisou a capacidade de absorção de novas tecnologias e sua aplicação para o desenvolvimento econômico e social em 70 países.

O Brasil aparece na 42ª colocação do Ranking Economia Digital 2010, estudo realizado pela Unidade de Inteligência da The Economist e pela divisão de consultoria da IBM. A lista é elaborada a partir da análise de como os diversos países do mundo estão preparados para absorver novas tecnologias da informação e comunicação (TIC) e aplicá-las para o desenvolvimento econômico e social.

Entre os 70 países listados pelo ranking, os três primeiros colocados, respectivamente, são Suécia, Dinamarca e Estados Unidos.

Na América Latina, o Brasil ocupa o 2º lugar do ranking, perdendo apenas para o Chile, que ficou na 30º posição da classificação geral. Com pontuação total de 5.27 – de um total de dez pontos -, o Brasil manteve a mesma posição do ranking, em relação ao ano passado, mas teve um desempenho inferior aos 5.42 pontos conquistados em 2009.

Entre os países latino-americanos citados no ranking aparecem também Argentina (46ª posição), Peru (53º), Venezuela (55º) e Equador (60º).
Radiografia do País

Em relação ao desempenho do Brasil no ranking deste ano, o País teve um acréscimo de 8% na categoria ambiente de negócios, com melhores pontuações em oportunidade de mercado (7.8 pontos) e melhor política de investimento estrangeiro (7.75). Entretanto, na comparação com 2009, teve um desempenho pior em visão e política de governo, bem como em ambiente social e cultural, com queda na nota de nível educacional, de 7.5 para 6 pontos.

A categoria infraestrutura de tecnologia e conectividade revela que a internet alcançou um percentual de crescimento menor do que em 2009. Por isso, o Brasil recebeu nota 3 nesse quesito.  Já o acesso a celulares apresentou um desempenho melhor neste ano, o que rendeu 9 pontos, a melhor pontuação do País em todas as categorias do ranking.

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Peixe Urbano: Uma proposta de modelo de negócios da internet

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 30 de julho de 2010

A Peixe Urbano é uma loja virtual que tem o conceito similar ao Groupon em que uma empresa realiza uma oferta a preços baixissímos para um determinado número de clientes em potencial, onde, se for atingida a meta de compradores para um dado produto todos levam a oferta. Em caso de dúvidas clique aqui.

Esse conceito mostra que de todos os devaneios de Chris Anderson (autor de The long Tail) ele não estava completamente errado.

Uma entrevista bem interessante se encontra no site do TechCrunch, com um dos sócios do Peixe Urbano Julio Vasconcellos.

FoxNews.com: Apple é uma religião e o Papa está assustado

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 30 de julho de 2010

Esse excelente artigo da TechCrunch ripado da FoxNews – a última rede de televisão jornalística que preste nos EUA diga-se de passagem – mostra uma analogia bem interessante sobre o fato da Apple torna-se uma religião em um futuro próximo devido a devoção de seus usuários.

O que é interessante de se colocar em pauta (além da ótima analogia que será abaixo inserida) é que a Apple que hoje de acordo com a Forbes é a marca mais valiosa do mundo, aproveitando-se principalmente de precificar, e, principalmente valorizar o design original de Steve Jobs.

A economia da informação se trata entre outras coisas em quantificar economicamente os ativos intangíveis (como por exemplo a experiência do usuário, versioning), e neste caso a Apple através de um aparato de propaganda quase que sufocante conseguiu chegar a um dos pontos mais altos do Vaporware, onde que para alguns (inclusive este postante) é nada mais do que a velha prática de vender fumaça, e ensacada por sinal.

Por mais que os produtos da Apple sejam revolucionários em seu conceito de touchscreen, não há como perceber que um gadget desenvolvido pela a empresa de Steve Jobs tornou-se um símbolo de um status de pessoa cult, pop ou até mesmo considerada ‘antenada’ (sic.) com a tecnologia; onde que na maioria dos casos as pessoas que compram esse tipo de aparelho com diversas opções de recursos multimídia, acabam usando no máximo 2 a 4 recursos; o que é pouco perto das possibilidades que o aparelho oferece. E em casos mais graves nos quais os geeks compram um aparelho com diversos tipos de limitações claras (iPad na ocasião do seu lançamento, que o próprio Jobs dizia que precisava de melhoramentos em suas configurações) ou com defeitos de natureza grave (as antenas e a limitação de recepção de sinal dos iPhone 4) poucas pessoas foram às lojas trocar o seu aparelho ou mesmo pedir manutenção; o que prova a tese de que muitos dos consumidores da Apple ao menos sabem o que vão fazer com o aparelho depois de adquirir.

Essa síndrome da obsolescência tecnológica auto-inflingida tem fundamentalmente como raiz o Vaporware puro e simples, exposto por um marketing de rede que muitas das vezes serve mais como desinformação, ao passo que se esconde atrás desse conceito de produtos ‘revolucionários’ (sic.) a agregação de um preço quase que absurdo  se for levado em conta a utilização útil dos gadgets da Apple.

Talvez isso não seja importante nesse exato momento, mas basta pensar na história das tulipas holandesas, e ver que esse é uma das origens das bolhas financeiras, a mesma que afundou a NASDAQ em 2000.

Fox News: Apple Is The New Religion And The Pope Is Scared

by MG Siegler

Jesus. Maybe literally.

Fox News has a long and illustrious history of saying some fairly outrageous things. A story today on FoxNews.com may be one of the best yet — certainly from a tech perspective.

The post entitled “For Apple Followers, It’s a Matter of Faith, Academics Say” argues that while people may joke about Apple being a religion (JesusPhone, etc), to some, it may actually be a religion. Better, they wonder if Apple shouldn’t pursue that path. Here’s Fox News’ keys as to why Apple is similar to a religion:

* Apple’s creation story epitomizes the humble garage origin of its technology — not unlike the humble manger of Jesus’ birth.
* Apple CEO Steve Jobs is perceived as a messianic leader who was fired but rose again to save the company.
* Apple has traditionally had an evil archenemy, the Devil, as represented first by Microsoft and now by Google.

Yes, Apple’s start in a garage is very similar to Christ’s birth.

They also note that the Pope is scared of such a religion because he once rhetorically asked if a savior was needed in a modern wired world. Clearly, that means Apple.

The story goes on to wonder if Apple — not some crazed Apple fanboys, mind you — might apply for religious status in the future. “Indeed, it would be interesting if Apple were to apply for such a status in the future.“

Naturally, the main impetus behind this farce is that the author can’t understand why people continue to buy iPhones even though they don’t work. Therefore, Apple must be a religion. “It’s not a matter of rationality, it’s a matter of faith,” the author argues.

Meanwhile, back on the planet Earth, the story remains the same. The iPhone 4 does indeed have an antenna issue, but it’s not a major issue in real world use. If it were a major issue, the millions of people who have bought the device over the past month would be returning it en masse. If something doesn’t work, you return it — it’s that simple. That isn’t happening.

So which argument makes more sense? Are the returns not flowing in because it’s really not a big deal — and overall the iPhone 4 is the best smartphone out there? Or is it because Apple is a religion?

Eric Schmidt: O mundo não precisa da cópia de uma mesma coisa

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 30 de julho de 2010

Em uma entrevista recente ao TechCrunch Eric Schmidt, da Google Inc., refutou o argumento que a Google estaria planejando uma rede social aos moldes do Facebook.

O fato é que a gigante das buscas, quer entrar de sola nas mídias sociais (assim como já fez no Brasil com o Orkut) e aproveitar-se da oportunidade de negócio que as comunidades digitais oferecem, mesmo que ainda não tenha nenhum modelo de sucesso de larga escala no mundo.

O tema é interessante partindo do raciocínio de Don Tapscott quando este fala das comunidades digitais em seu livro Economia Digital, mais especificamente no capítulo 3.

É um tema a ser debatido, especialmente partindo da premissa que ainda não há dados consolidados sobre o comércio eletrônico nas redes sociais, e tampouco o seu impacto comercial; pois, ao que tudo indica, o debate atualmente conta com uma retórica difusa (para não dizer dúbia) e com poucos resultados de fato.

Social Media – Danila Dourado

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 30 de julho de 2010

Por mais que pessoalmente o administrador desse blog/site não acredite muito no marketing convencional (por razões mais subjetivas do que ideológicas de contra-cultura), não se pode deixar de apreciar um belo trabalho dentro do campo das mídias sociais (em especial as digitais) que vem sendo praticamente destrinchado pela a Danila Dourado, onde ela usa o seu blog para exemplificar alguns aspectos do marketing digital, que e será o futuro da economia digital onde em um futuro não muito distante o consumidor não fará a aquisição de um produto pelo o seu cheiro, pela a recomendação de um vizinho ou mesmo pela a imposição de uma propaganda massante, e/ou status quo; mas sim será feita com consumidores com mais acesso à informação daquilo que está sendo vendido, bem como os feedbacks das pessoas que já adquiriram o produto em questão, aproveitando o máximo da inteligência coletiva. Blog nota 10.

IBM acusada de prática anticompetitiva

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 27 de julho de 2010

Direto de Época Online e TIINSIDE

Comissão Europeia investiga atuação da IBM no mercado de mainframes

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, anunciou nesta segunda-feira, 26, que iniciará uma investigação formal para verificar possível prática anticompetitiva da IBM no mercado de computadores de grande porte (mainframe).

A empresa é acusada de impedir que seus sistemas operacionais funcionem em outros hardware e de bloquear a atividade de prestadoras de serviços de manutenção terceirizados. Com isso, a Comissão Europeia entende que a IBM abusa da sua posição dominante no mercado.

O primeiro processo de investigação se baseia nas acusações da desenvolvedora de mainframes T3 Technologies e da fabricante de sistema operacional para mainframes TurboHercules, que desenvolve software baseado na tecnologia de código aberto Hercules, da própria IBM (veja mais informações em “links relacionados” abaixo). Elas alegam que a Big Blue se nega a liberar o código do Hercules para que ele rode em outros mainframes. Esse fato, na visão da Comissão Europeia, impede a participação de outras empresas no mercado europeu de mainframes e a inovação no setor.

O segundo processo, que trata de um possível bloqueio de prestadoras de serviços de manutenção terceirizados, vem de apuração do próprio órgão regulador europeu. A Comissão alega ter evidências de que a IBM, única fornecedora de equipamentos para seus próprios mainframes, atrasa ou se nega a fornecer peças de reposição de seus computadores para empresas terceirizadas, impedindo o surgimento e a atuação de companhias no setor e atrapalhando a competição no mercado europeu de tecnologia.

A Comissão Eropeia, no entanto, pondera que o início das investigações não significa que há provas das infrações, apenas que o assunto será tratado com máxima prioridade. Ao Wall Street Journal, a IBM declarou que vai cooperar com as apurações, mas chamou as acusações da T3 e TurboTechnologies de “completamente sem mérito” e “impulsionadas por grandes competidores, principalmente a Microsoft”.

IBM será investigada pela Comissão Europeia por abuso de posição dominante

Comissão Europeia recebeu queixas de distribuidores de programas de informática que acusam a empresa de unir material para servidores centrais a seu sistema de exploração de servidores

Bruxelas, 26 jul (EFE) – A Comissão Europeia (CE) abriu hoje duas investigações formais sobre o grupo de informática americano IBM, ao suspeitar que a companhia poderia ter infringido a legislação comunitária sobre concorrência em dois casos diferentes.

As duas práticas comerciais que poderiam indicar por parte da IBM um abuso da posição dominante, ou seja, do controle de pelo menos 20% de mercado, afetam os negócios dos servidores centrais, explicou o Executivo comunitário em comunicado.

A Comissão decidiu a abertura da primeira investigação formal por conta das queixas apresentadas por distribuidores de programas de informática, que afirmam que a IBM “une o material para servidores centrais a seu próprio sistema de exploração de ditos servidores”, segundo a CE.

A segunda investigação é iniciativa própria do organismo, e tem relação com “o suposto comportamento discriminatório da IBM com relação a seus concorrentes que oferecem serviços de manutenção para servidores centrais”.

Os dispositivos são computadores de grande potência empregados por várias empresas e instituições públicas de todo o mundo, destaca a CE, que estima que “a grande maioria dos dados empresariais mundiais é abrigada em servidores centrais”.

No mundo todo em 2009, foram destinados aproximadamente 8,5 bilhões de euros para a compra de novos materiais e sistemas de exploração relacionados com os servidores centrais, dos quais 3 bilhões foram gastos no mercado europeu, segundo dados da Comissão.

A primeira das supostas práticas ilegais de IBM teria como consequência a exclusão do mercado dos provedores de tecnologias de emulação, que permitem aos usuários executar aplicações essenciais em equipes de marcas diferentes à companhia americana.

Em segundo lugar, a CE suspeita que a empresa dos Estados Unidos colocou em prática ações comerciais “visando blindar o mercado dos serviços de manutenção, evitando concorrentes potenciais no mercado, e em particular restringindo ou retardando o acesso às peças de substituição das quais a IBM é a única fornecedora”.

No entanto, a decisão de hoje não significa que a Comissão disponha de provas das infrações, mas efetuará, segundo a própria entidade, “profundas investigações sobre o assunto”. EFE