Economia da Informação

Eric Schmidt: O mundo não precisa da cópia de uma mesma coisa

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 30 de julho de 2010

Em uma entrevista recente ao TechCrunch Eric Schmidt, da Google Inc., refutou o argumento que a Google estaria planejando uma rede social aos moldes do Facebook.

O fato é que a gigante das buscas, quer entrar de sola nas mídias sociais (assim como já fez no Brasil com o Orkut) e aproveitar-se da oportunidade de negócio que as comunidades digitais oferecem, mesmo que ainda não tenha nenhum modelo de sucesso de larga escala no mundo.

O tema é interessante partindo do raciocínio de Don Tapscott quando este fala das comunidades digitais em seu livro Economia Digital, mais especificamente no capítulo 3.

É um tema a ser debatido, especialmente partindo da premissa que ainda não há dados consolidados sobre o comércio eletrônico nas redes sociais, e tampouco o seu impacto comercial; pois, ao que tudo indica, o debate atualmente conta com uma retórica difusa (para não dizer dúbia) e com poucos resultados de fato.

Anúncios

Calça de Veludo…

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 20 de junho de 2010

Esse artigo da revista Época Online retrata de maneira quase que cirúrgica o momento atual da Google Inc. no mundo dos negócios, em especial, a sua forma de angariar o status da maior empresa de tecnologia do mundo.

Não se trata apenas de ser do contra (no final olhem o comentário quase que fanático de um leitor) as formas de negócios da Google, qualquer uma empresa pode ter assim como a Microsoft, a Dell, a Apple entre outros; mas sim o engodo no qual a imagem da Google Inc. passa através de um embuste cool midiático, onde os seus desenvolvedores e analistas pedem para confiarmos cegamente no seu slogan interno do “Don’t be evil!”.

Na reportagem essa técnica de sedução está em um patamar quase que monopolístico, o que torna a Google Inc., um problema no ponto de vista legislativo. É esperar e ver o que acontece, já que diversos orgãos anti-truste estão de olho nas práticas da Google Inc.

Duas ou três coisas sobre o Google (trecho)

O deslumbramento da mídia com a empresa mascara seu real negócio monopolista. A crise com a china só aumentou o fascínio
Por Caio Túlio Costa*

O mundo se ajoelha frente ao Google. O conglomerado que lhe dá forma conquistou em 12 anos de vida um deslumbramento geral. O fascínio se ampliou com o recente embate entre o Google e o governo chinês. Este embevecimento é mais fácil de ser percebido nos meios de comunicação, tanto na mídia clássica (televisões, jornais, revistas, rádios) quanto nos veículos da nova mídia (portais, sites, blogs, posts, comentários). Como o maniqueísmo faz parte do DNA da mídia, ambas, a clássica e a nova, trafegam numa via de mão dupla: santificam ou demonizam. No caso do Google, ele caminha para a canonização em vida.

O público internauta que manipula seu mecanismo de busca ou suas ferramentas de rede social tem com ele uma relação utilitária. Usa-o sem necessitar refletir acerca de seu valor como farejador de dados, documentos, pessoas, imagens, vídeos… Procurou, achou. As autoridades, democráticas ou autoritárias, têm o Google sob estrita vigilância, por conta dos problemas ligados às invasões de privacidade, pedofilia, pornografia, grupos de ódio, em especial no YouTube e no Orkut – e mais ainda no Brasil, onde este último ganhou sua maior popularidade. Mas o Google não é apenas o que aparenta ser. Certa feita, questionado sobre os pilares que norteiam o concorrente Yahoo! – busca, personalização, comunidade, informação – e indagado sobre os pilares do Google, o seu homem forte comercial, Omid Kordestani, saiu-se com essa: “Nós dizemos que organizamos a informação em rede mundial. Bobagem! Nós somos é uma empresa de publicidade!”.

Caiu a ficha? Quando você entra no Google e digita a palavra “carro”, receberá uma página de resultados com várias indicações sobre carros. Atente: o primeiro resultado pode ser um link patrocinado em fundo colorido, um anúncio em forma de texto. Do lado direito da página vão aparecer outros anúncios empilhados, todos em forma de texto e que remetem a carros: novos e usados, lançamentos da indústria automobilística e pequenas mensagens publicitárias antes cativas da indústria de classificados. Se você quiser vender seu automóvel e se dispuser a pagar algum dinheirinho para o Google, o seu anúncio pode aparecer ali do lado direito da página.

Essa descrição é banal para quem conhece o mecanismo. O que não é banal é o ganho do Google com esses pequenos anúncios desde que passou a vender palavras-chave na sua busca, em 1999. De uma empresa nascida sem modelo de negócio, acabou catapultada à liderança do mercado de propaganda. Arrebentou com o mercado tradicional de anúncios e praticamente criou um monopólio na busca em rede. Utilizou para tanto uma extraordinária inteligência no uso da força de trabalho (gratuita!) dos internautas. Eles o ajudam a confeccionar o mais poderoso banco de dados do planeta.

A coisa funciona mais ou menos assim: ao se pressionar em qualquer resultado de uma busca, o endereço clicado vai para um banco de dados. Assim, de clique em clique, a empresa vai formando uma lista de endereços e contabilizando automaticamente quem aparece mais, ou seja, qual tem mais relevância, quantas vezes e em quantas páginas existe aquele mesmo endereço, quantos links existem nas páginas da internet que direcionam para ele. Relevância é a palavra, o coração do mecanismo. Quanto mais cliques, quanto mais links apontam para um endereço, mais esse endereço tem importância e mais em cima ele vai aparecer nos resultados da busca – porque ele é mais relevante.

O que os meninos do Google (Sergey Brin e Larry Page) conseguiram conceber, e milhares de engenheiros contratados por eles conseguiram aperfeiçoar, foram os algoritmos capazes de revelar essa relevância e devolver resultados pertinentes. Isso é aprimorado a cada dia. Ao mesmo tempo, uma espécie de robô bate de porta em porta nos sites da rede e indexa no banco de dados do Google, formado por milhares de servidores, todas as palavras de todas as páginas abertas na rede. Simples?
Líder em propaganda, o Google usa o trabalho (gratuito) dos internautas o Google aceitou a censura na China para liderar. Não conseguiu

Não. Até aqui, ninguém, nenhuma companhia que tenha investido em busca conseguiu algoritmos tão poderosos. Desde seu nascimento, o Google foi deixando para trás empresas como Excite, Lycos, AltaVista, Inktomi, Ask Jeeves, Overture (a criadora da busca paga), Yahoo! e até o mais recente Bing (da Microsoft). Algumas dessas marcas soam hoje pré-históricas para quem conhece a internet desde o seu nascedouro comercial, nos idos de 1995. Nada dizem (exceto Yahoo! e Bing) para a geração de agora e para quem o Google é o mais natural mecanismo de busca que se possa imaginar.

A empresa não ultrapassou apenas os competidores na indústria dos motores de busca. Também deixou para trás monumentos empresariais. Dá um trabalho danado para as agências de publicidade, tritura o mercado de classificados dos jornais (olhe como diminuiu o peso do seu jornal de domingo), destrói concorrentes na nova mídia, como a America Online, e supera de longe, em valor de mercado, tiranossauros da mídia clássica, como a Time Warner, a Disney ou a News Corporation – para ficar em três das maiores empresas de mídia do planeta.

O futuro da informação jornalística

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 19 de junho de 2010

Aqui no Economia da Informação, já foi discutido como o modelo do jornalismo deve mudar para manter-se vivo. É fato que as publicações jornalísticas estão cada vez mais em baixa, seja pela a qualidade do seu conteúdo editorial, bem como a sua insistência em manupulação, distorção e omissão de diversos assuntos, em especial na seara política e econômica. Mas esse não é o mérito.

Stephen Kanitz publicou em seu blog um texto muito conciso sobre Planejamento Estratégico de Empresas Jornalísticas, onde o autor promove uma série de questionamentos pontuais sobre o futuro das empresas de mídia.

Stephen Kanitz – Planejamento Estratégico de Empresas Jornalísticas

Download

Um para todos, e todos para nenhum

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 3 de junho de 2010

Dan Tapscott é um dos meus autores favoritos quando se trata de Economia Digital, pois, ele é um daqueles visionários que marcam época. Pessoalmente já li dois de seus livros, o Blueprint to the Digital Economy: Creating Wealth in the Era of E-Business (1999) e o The Digital Economy: Promise and Peril In The Age of Networked Intelligence (1997).

Dan tem uma visão bem clara sobre os direitos autorais, no qual defende que a música tenha que ser um serviço, mas não um produto como vem sendo feito ao longo dos anos. Em um de seus artigos na Revista Info, em especial do mês de maio, ele apresenta a sua teoria de forma em que uma leitura menos avisada não veja os devidos contrapontos que devem se postos em questão. Mas vamos a alguns deles, e vejamos porque esse modelo de negócio proposto por Dan Tapscott não pensa nos autores e nos músicos:

1 – Nulidade de remuneração dos autores: em nenhum momento de seus livros, ou mesmo no artigo que será exposto abaixo Dan mostra uma maneira de remuneração dos autores, e músicos; onde, mesmo com a queda de vendas ainda continuam recolhendo o que lhes é devido; se alguém tem dúvida pergunte ao Leandro Lehart (Ex-Art Popular), Kiko Zambianchi, ou para o Nando Reis se não dá dinheiro compor. Agora como isso será recolhido pagando somente 7 dólares para se ter (na prosposta de Dan) todas as músicas do mundo (sic.)?

2 – Quem recebe o que?: Ainda baseado no modelo proposto por Tapscott, ele não diz como serão remunerados os músicos envolvidos no processo de composição e execução, já que, muitas das vezes quando é estimado um retorno sobre o que foi investido fica mais fácil de se captar recursos. Não entendeu? Simples.

Se você fosse investir para a gravação de um artista contratando arranjadores, orquestra, músicos qual seria a sua escolha entre Zezé Di Carmargo e Luciano e uma dupla de desconhecidos que tem uma boa música tocada no violão? Simples assim.

3 – Total desconsideração dos custos de gravação: Os meus alguns (bons) anos de música e uma ampla rede de contatos com esse mundo me permite ficar mais a vontade para falar sobre custos de gravação; mais do que Economia da Informação em si.

Uma coisa é gravar um CD como o artista Ventania, outra é produzir como o Metallica fez em 1999 no vídeo abaixo:

Nem é preciso dizer o qual sai mais caro. Agora a pergunta que fica é: Quem vai remunerar esses artistas, a distribuidora dos CD’s (Não, não existe a universalização do acesso à internet no Brasil, o número atual é de que 26% da população tem acesso à internet), o maestro, a orquestra de San Francisco que endossou o trabalho com mais de 50 profissionais em palco?

Essas são só algumas considerações que já foram explicitadas aqui no Economia da Informação no tópico “Os downloaders e o futuro da música” e no tópico “…Uma reflexão sobre direitos autorais, e o futuro da música” mas que merecem o devido reforço condicional Paloviano por parte do EI no qual não há almoço grátis em economia, colocando aqui o contraponto no que é colocado pelo o Mainstream midiático, em especial nas publicações de informática.

O fim do conhecimento – Revista Info

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 3 de junho de 2010

Uma ótima reportagem da edição de maio da revista Info é titulada de “O fim do conhecimento” onde é colocado em questão a situação de armazenamento em todo mundo e a geração das informações em um volume altissímo. A grande questão colocada é que os dispositivos eletrônicos estão projetados para cada vez mais armazenar dados ao invés de garantir a estabilidade destes dados.

A Explosão da Não Informação

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 1 de abril de 2010

A Explosão da Não Informação – Por Marco Antonio De Paula

Esse artigo do MarcoAntônio de Paula, reflete muito do que o EI pensa sobre
Era da Informação e Era do Conhecimento; onde a era da informação é a que estamos vivendo, em que a informação pode ser disponibilizada a qualquer momento no toque de um clique; mas a Era do Conhecimento ainda está para chegar com um ser humano com uma capacidade de reflexão e cognição mais avançada.

“[…]Hoje, no desenvolvimento de nossas atividades profissionais e para sobrevivermos no mercado de trabalho ou até para atuarmos na sociedade em geral, somos forçados a assimilar um corpo de conhecimento que se amplia a cada minuto. A prova disso é a pilha cada vez maior de periódicos, livros, relatórios e documentos eletrônicos, produtos de pesquisas em web sites que provavelmente estão crescendo em seu escritório ou casa a espera de leitura. Isso mesmo, leitura, pois nossa ansiedade de informação é tão absurda que nos leva a acumular informação que se não for utilizada será inútil e não produzirá nenhum conhecimento.
Atuo há 25 anos na área de segurança corporativa com foco em Inteligência e Investigação, onde a informação é a força motriz e é ao mesmo tempo uma terrível ameaça se não transformada em conhecimento para tomada de decisões estratégicas. Por isso, aqueles profissionais que atuam na obtenção e manuseio da informação para aplicar estrategicamente em seus negócios devem estar preparados e treinados para separar o lixo (informação inútil), da informação, pura matéria prima do conhecimento. Como exemplo você sabia que: um jornal típico é composto por 20% de anúncios e classificados, 24% por notícias de amenidades, 8% de notícias nacionais e internacionais, 5% de notícias locais, 40% de anúncios comerciais, ou seja, notícias sérias somam apenas 13% das páginas .[…]”

Um amontoado de dados

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 1 de abril de 2010

Extraído da reportagem da Revista The Economist – All Too Much que fala do excesso de dados produzidos, e como isso afeta a vida moderna.

“[…] What about the information that is actually consumed? Researchers at the University of California in San Diego (UCSD) examined the flow of data to American households. They found that in 2008 such households were bombarded with 3.6 zettabytes of information (or 34 gigabytes per person per day). The biggest data hogs were video games and television. In terms of bytes, written words are insignificant, amounting to less than 0.1% of the total. However, the amount of reading people do, previously in decline because of television, has almost tripled since 1980, thanks to all that text on the internet. In the past information consumption was largely passive, leaving aside the telephone. Today half of all bytes are received interactively, according to the UCSD. Future studies will extend beyond American households to quantify consumption globally and include business use as well. […]”

E-Government

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 1 de abril de 2010

No blog do Professor Silvio Meira tem um artigo que assimila bem o poder da Economia da Informação quando estudada e empregada no contexto governamental apresentando o caso a renovação da carteira de habilitação no Reino Unido e no Brasil.

Além do texto, tem-se a discussão na Rádio CBN onde ele conta esta experiência.

Blog Dia a Dia… Bit a Bit – Silvio Meira: A carteira de motorista e a informatização do Caos

Rádio CBN – Bits da Noite – A informatização do CAOS.

Renovação e Ciclo Técnológico – Descrevendo o Chief Killing Officer

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 6 de março de 2010

Quem quiser saber um pouco mais sobre a renovação de processos, de informações e de tecnologia através visão de um CEO não pode deixar de ler o artigo do Auren Hoffman sobre como isso deve ser feito de forma sistemática e cíclica para o desenvolvimento de qualquer corporação.

To Grow a Company, You Need To Be Good At Killing Things – Auren Hoffman

Cobrança de conteúdo online: New York Times

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 25 de janeiro de 2010