Economia da Informação

Data Scientist

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 14 de agosto de 2011

Na era da informação, quem souber tirar proveito da avalanche de dados; vai se dar muitoi bem.

Data Scientist

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Relembrar é viver – Bolha Imobiliária em Brasília

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 24 de julho de 2011

Postado originalmente em 13/5/2010

Se eu puder dar um conselho a alguém é: não compre imóvel em Brasília, não está na hora de comprar, você não vai fazer um bom negócio e nem vai ficar rico investindo em imóveis. Tenho certeza que vários investidores/especuladores amadores e pessoas que não entendem nada de mercado irão me ridicularizar. Tenho até evitado comentar neste assunto em rodas de amigos porque as pessoas estão cegas e acreditam que os imóveis continuarão valorizando ao ritmo de 20 a 30% ao ano, descontada a inflação. Isso é impossível.

A lógica não permite esse tipo de acontecimento. Qualquer desvio exagerado na curva de preços de mercado de um determinado bem tende a recuar, ou seja, a bolha vai estourar.

Porque acredito nisto:

1) A razão aluguel/preço do imóvel, que dá o indicativo de valor de um imóvel, deve ser próxima a 1%. Moro em um apartamento na Asa Sul e pago R$ 1.500,00 de aluguel (contrato novo, com menos de 6 meses, ou seja, valor atualizado). O valor venal do imóvel, segundo os classificados e a imobiliária é de R$ 620.000,00. O imóvel tem 50 anos, 2 quartos e 96m2. Pago menos que 0,25% (mais precisamente 0,24%). Ou seja, 413 meses de aluguel correspondem ao valor do imóvel (pouco mais de 34 anos). Os entendidos do assunto dizem que vale a pena comprar um imóvel quando o valor do aluguel seria suficiente para comprá-lo em 10 a 12 anos. Brasília está fora da realidade. Seria razoável pagar até R$ 250.000,00 no apartamento que estou morando, mais que isso é loucura e jogar dinheiro fora. Este cálculo vale para qualquer imóvel em Brasília. Os valores variam de 0,2% a 0,4%. É muito melhor pagar aluguel em Brasília e esperar a bolha estourar.

2) Se você acha que pegar um financiamento é vantajoso, com nossas pequenas taxas de juros (de 10 a 15%) ao ano mais T.R., vá fundo. Graças ao excesso de crédito, além de pagar altíssimos juros você estará contribuindo para inflar os preços, só que uma hora este crédito será cobrado ou irá ficar mais restrito e aí você vai descobrir que o apartamento de 500 mil que você comprou não vale mais isso tudo e a sua dívida é muito maior que o valor do apartamento. Mas se você acha que essa é a hora, vá fundo e boa sorte.

3) Quanto mais crédito maior o preço. O crédito imobiliário está crescendo a taxas anuais altíssimas no Brasil, causando um verdadeiro boom de construções, não só em Brasília, em todos os municípios. Isto faz com que haja uma demanda artificial e que fatalmente será interrompida com a escassez do crédito. Com a economia crescendo tudo é muito bonito e muito fácil. Vocês acham que o Brasil irá crescer para sempre ou que uma hora a nossa dívida pública será cobrada (ela não pára de crescer)?

4) Quantas pessoas você conhece que estão comprando apenas para especular? Eu conheço várias. Pessoas que estão jogando na loteria, mas se dizem especialistas, porque acreditam que irão eternamente comprar o ágio por 50.000 e vendê-lo por 100.000 ou 60.000 ou muito mais. Pessoas que se não conseguirem vender o ágio pelo valor que pagaram não terão dinheiro para pagar as parcelas e as chaves do imóvel. Ou seja, apostadores (alguém se lembra do avestruz master ou das fazendas boi gordo, ou da Amway ou do Herbalife, semelhança ou coincidência?).

5) Vocês acham que de repente o Brasil descobriu que nunca foi pobre e virou rico. Terão um belo susto em breve. A dívida pública bruta está em níveis altíssimos e não pára de crescer.

6) Olhe para Águas Claras e veja quantos edifícios estão sendo construídos. Não temos demanda para tudo isso. Olhem a noite quantos apartamentos estão vazios, com as luzes apagadas, pois seus donos não querem nem alugá-los, apenas querem ver a valorização de 25% ao ano infinitamente (vão levar um belo susto em breve). Estamos tendo um excesso de construções e isso irá cobrar seu preço no futuro, principalmente dos que comprarem imóveis no auge do boom (de 2009 em diante).

Mas, se você não acredita em mim, acredite então nestas pessoas:

1) Corretores: se o seu salário dependesse de quantos negócios você fecha você estaria preocupado com a qualidade dos mesmos? Os corretores vivem de comissões sobre compra e venda. Eles não estão interessados se você vai fazer um bom negócio, ele está interessado se você vai fazer um negócio, e apenas isso. O corretor fala ao mesmo tempo para o vendedor que é a melhor hora de vender e para o comprador que é o melhor momento para comprar. Incoerente não. Faça o teste. Converse com um corretor. Ele é uma pessoa que irá buscar o negócio (e não o melhor negócio) a qualquer custo, ele vive disso.

2) Jornais e revistas: Estes sim irão ser sinceros. Totalmente desinteressados. Vejam as matérias nos jornais: compre imóvel, o melhor negócio. Dinheiro garantido, e outros blá, blá, blá. Todas as matérias pagas. Vejam só quantos anúncios de imóveis há num jornal. É daí, e não das vendas, que vem o sustento destes periódicos. Não se enganem, se eles falarem mal do mercado de imóveis as construtoras deixarão de anunciar neles. Eles nunca farão isso.

3) O Governo: o Governo, altamente corruptível e financiado pelas construtoras, além de fazer propaganda de imóveis com programas públicos altamente desfavoráveis a população está liberando crédito “a rodo” para o setor imobiliário. Primeiro porque está enriquecendo seus financiadores de campanha. Segundo porque gera empregos (de baixa qualificação e que irão acabar quando a bolha estourar). Terceiro porque o cidadão que financiou 100% ou 90% do imóvel, pagando 3 ou 4 vezes o preço que o mesmo vale, acredita ter virado proprietário e fica feliz da vida(ele acha mesmo que é o dono, e não a Caixa Econômica Federal, mas o povo vive de status e precisa ter um imóvel mesmo).

4) Os bancos: bom, os gerentes ficam felizes da vida ao te empurrar um empréstimo imobiliário com juros altíssimos para os padrões mundiais. Primeiro porque os mesmos tem metas de vendas de empréstimos, segundo porque te fidelizam ao banco por 20 a 30 anos e terceiro porque banco vive de juros, principalmente os decorrentes de empréstimos seguros, com imóvel em garantia. Não possuem imparcialidade nenhuma.

5) Proprietários de imóveis ou os filhos deles: estes nunca acreditarão que vivemos numa bolha, pois estão virando “milionários” sem fazer força. Pessoas que compraram imóveis ou ganharam estão achando que são ricas, pois acreditam que a bolha irá durar pra sempre. Nunca irão admitir que os preços são irreais. Ah, uma coisa engraçada, no prédio em que vivo os carros, em sua maioria, não são novos, mas os proprietários dos imóveis acham que são “milionários” só por possuir um apartamento.

As mentiras que as pessoas contam:

1) Imóveis nunca caem de preço: vou apenas usar 2 exemplos – Estados Unidos em 2007 (queda no preço em várias cidades) e Japão na década de 90 (até hoje os imóveis não chegaram ao valor daquela época, na qual viviam em uma bolha). Quem tiver interesse pode pesquisar mais a respeito. Há inúmeros casos.

2) Aluguel é dinheiro jogado fora: depende, como falei no início, se você paga 1% ou mais de aluguel pode estar jogando dinheiro fora mas se você paga menos de 0,8% como eu está no lucro, pois gasta menos com aluguel do que com o juro do financiamento. E se economizar ainda irá comprar com folga no futuro.

3) O Governo está incentivando a compra da casa própria: não a da minha, pois ao jorrar dinheiro em forma de subsídios do minha casa minha dívida e nos financiamentos imobiliários só está fazendo uma coisa, inflando a bolha de preços.

4) Há um déficit habitacional enorme em Brasília: primeiro que sempre houve e mesmo assim os preços não estavam irreais como hoje, segundo que para a classe média e para a classe alta não há déficit, há até excesso de oferta. O que segura o preço são os especuladores e o crédito fácil.

5) Eu preciso de um imóvel: para vencer na vida a pessoa precisa comprar um imóvel. Eu não, você precisa? Eu não vou viver apertado por 30 anos só para dizer que tenho um imóvel, prefiro pagar aluguel e esperar o preço voltar ao normal.

Abraços a todos

Tanques na Nuvem

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 3 de janeiro de 2011

Uma especulação da The Economist sobre o futuro da computação em nuvem.

Tanks and the Cloud

Contando Histórias 2.0: A morte digital do autor

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 17 de dezembro de 2010

BrGate, PréSalGate, e reflexões…

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 17 de dezembro de 2010

Interseções da lei e da tecnologia em nivelamento entre os direitos privados e com o fluxo livre de informação

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 17 de dezembro de 2010

Um interessante paper sobre como os governos podem unir os benefícios do fluxo livre de informação com uma estrutura jurídica que inibe os abusos.

Intersections of Law and Technology In Balancing Privacy Rights With Free Information Flow

Economia da Informação no UOL, G1 (Globo), e e-Band… E o futuro dos jornais?

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 24 de novembro de 2010

Eis um retrato fiel do jornalismo online brasileiro.

Reparem nas três manchetes abaixo:

Google Street View flagra homem armado em rua de SP

Google Street View flagra homem armado andando em rua de SP

Google Street View flagra homem andando armado por SP

Seria uma completa sincronissidade  se não fosse o fato deste blog/site ter postado o ocorrido acima em 23 de outubro de 2010 neste post.

Isso mostra algumas coisas:

1) Sim, redações são caras e jornalismo online terá um efeito avassalador sobre as universidades de jornalismo nos próximos anos;

2) Os blogs já estão entre o rol de referências do jornalismo, pois, muitas das vezes trazem informações desprovidas de tendências editoriais. Julio Severo, Paulo Vasconcelos, Silvio MeiraPaulo Andrade (Paulinho), Alberto Murray, Juca Kfuori, Graça Salgueiro (melhor referência sobre o movimento latino-americano);

3) A curto prazo os blogs tomarão conta da internet no quesito jornalismo, pois, a crise de confiabilidade nos jornais está em patamares baixíssimos em relação ao grau de confiança que tinham no passado. Prova disso é o paradoxo do crescimento demográfico, aumento da população alfabetizada (mesmo que 9% seja analfabetos e 20% sejam analfabetos funcionais) e a estagnação em relação aos exemplares vendidos.

A escalada dos novos monopólios

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 14 de novembro de 2010

Este texto do The Wall Street Journal apresenta de forma muito didática como se dá o estabelecimento das novas formas de monopólio na internet, e porque a dependência dos serviços dos monopolistas (leia-se Google Inc., Facebook, e afins) é um perigo em potencial.

Este artigo é um aviso bem elucidativo para quem desconhece, ou mesmo negligencia a economia da informação, pois, através da utilização dos exemplos do artigo pode-se ter a dimensão do impacto de um monopólio informacional na vida das pessoas.

Sobre o monopólio na economia da informação o texto afirma que:

“Market power is rarely seized so much as it is surrendered up, and that surrender is born less of a deliberate decision than of going with the flow […]”

Sobre o engodo inicial e o desenvolvimento essa parte responde:

“We wouldn’t fret over monopoly so much if it came with a term limit. If Facebook’s rule over social networking were somehow restricted to, say, 10 years—or better, ended the moment the firm lost its technical superiority—the very idea of monopoly might seem almost wholesome. The problem is that dominant firms are like congressional incumbents and African dictators: They rarely give up even when they are clearly past their prime. Facing decline, they do everything possible to stay in power. And that’s when the rest of us suffer[…]”

E sobre a conveniência do discurso que essas corporações inovam o texto não deixa passar:

“Info-monopolies tend to be good-to-great in the short term and bad-to-terrible in the long term. For a time, firms deliver great conveniences, powerful efficiencies and dazzling innovations. That’s why a young monopoly is often linked to a medium’s golden age. Today, a single search engine has made virtually everyone’s life simpler and easier, just as a single phone network did 100 years ago […]”

E finalmente quem paga conta para que os monopolistas tenham o seu império:

“The costs of the monopoly are mostly borne by entrepreneurs and innovators. Over the long run, the consequences afflict the public in more subtle ways, as what were once highly dynamic parts of the economy begin to stagnate[…]

In the Grip of the New Monopolists

Digital Age 2.0: Quem paga pelo conteúdo online?

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 22 de agosto de 2010

Direto de IDG NOW!

Debate entre especialistas discutiu uma das principais questões da mídia atual: como manter conteúdo relevante na ‘Era do Grátis’.

Quem paga pelo conteúdo na web 2.0? Essa foi uma das principais discussões durante o 2º dia do Digital Age 2.0. O assunto foi pauta em um painel que reuniu Eduardo Aspesi, VP de Mercado Nacional do Grupo RBS, Fernando Alphen, diretor da agência F/Nazca, Suzana Singer, ombusdman da Folha de São Paulo, Rodrigo Velloso, diretor de desenvolvimento de negócios do Google para América Latina e Michel Lent, gerente geral da agência Ogilvy Interactive, com moderação de Silvia Bassi, publisher da Now!Digital Business.

O discussão começou com a grande questão da mídia atual: como sustentar a produção de conteúdo de qualidade na internet, uma mídia em que a absoluta maioria dos consumidores está acostumada a pagar nada?

Suzana Singer defendeu o valor da mídia tradicional. “Notícia bem-apurada, bem-feita, ainda é um produto muito caro”, disse a ombudsman. Para ela, a existência de jornalismo independente, com equipes que tenham tempo e verba para longas apurações, é fundamental para a democracia. O modelo atual, que privilegia a audiência em troca de publicidade, não é bom no longo prazo para o jornalismo. “O sensacionalismo atrai cliques, mas não é relevante”, argumentou.

Já para Lent, as grandes corporações estão sob séria ameaça. Ele acredita que há preocupação demais com o conteúdo, e pouco com os produtos, que deveriam ser o foco das organizações de mídia. “O melhor modelo de negócios é o mais simples: crie coisas incríveis, relevantes”, disse. Ele apontou como exemplos os casos do Google, Firefox e Apple, que brilharam pela qualidade de suas criações, mais do que pelos investimentos em marketing.

Aspesi, da RBS, acredita que o problema também passa pela distribuição do conteúdo. “Temos de estar onde as pessoas querem, seja no mobile, portais jovens, blogs, onde for”, disse.

Pessimista, Alphen acredita que o momento é de transição – para pior. Ele mencionou pesquisas apontando que, entre o público mais jovem (até 15 anos), as principais fontes de informação são mecanismos de busca (principalmente o Google, claro), Orkut, Twitter e até o YouTube – enquanto os veículos tradicionais respondem por apenas 5%. “É uma questão de mudar as cabeças”, disse.

Ele acredita, inclusive, que a própria forma de consumir informações por meio da palavra escrita está em extinção. “Hoje a mídia é muito mais audiovisual”. De fato, pesquisas divulgadas no Digital Age mostram que o vídeo online é uma das preferências dos brasileiros.

Velloso, do Google, foi por outro caminho. “O que existe hoje é uma disputa de tempo – as pessoas gastam 25 minutos no jornal impresso, e apenas 70 segundos no site da publicação”, comentou. Para ele, o foco de replicar o conteúdo offline no online é errado, e não cria engajamento nos leitores. “O que as empresas precisam fazer é cortar os custos – elas não podem gastar tanto”, defendeu.

Ele também defendeu a gigante de buscas, apontada por muitos como uma das vilãs da crise nas mídias tradionais. “O Google só ajudou a internet”, disse. Segundo ele, uma enorme quantidade de sites de notícia passou a receber ou teve seu tráfego aumentado por conta de serviços como o agregador Google News. Diante da ameaça de alguns veículos de restringir o acesso do mecanismo de busca ao seu noticiário, ele argumentou que isso “não resolveria o problema – o importante é gerar conteúdo relevante”.

Publicar informações diferenciadas também foi uma necessidade apontada por Suzana. “Os jornais ainda não conseguiram gerar no online um conteúdo tão melhor a ponto de convencer os leitores”, disse.

Ainda sobre a Google e a neutralidade na rede

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 13 de agosto de 2010

Fonte: The Economist

No, these are special puppies

Google has joined Verizon in lobbying to erode net neutrality

Aug 12th 2010 | WASHINGTON, DC | From The Economist print edition

TWO firms want to redefine the internet. Or so it seems, judging by the “legislative framework proposal” that Google and Verizon, an American telecoms operator, published on August 9th.

Since May the Federal Communications Commission (FCC) has been considering reclassifying broadband internet access as a telecommunications service. Under existing law, this would give the commission the authority to enforce “net neutrality”: the principle that all data, regardless of origin, should move at the same speed.

The commission last ruled on this in 2002. It heeded cable-broadband providers, who argued that, since they offered e-mail and web hosting along with their internet access, they were really selling information services, which are more lightly regulated. The Supreme Court agreed, though a dissenting justice observed that a pet store might just as logically package its puppies with leashes and then argue that it sold leashes, not puppies. Now, as the FCC regrets its ruling, Google and Verizon are lobbying for Congress to declare wireless services open to data discrimination.

They also want the law to create a new class of “additional online services”, which may use internet infrastructure, content and applications but are somehow not part of the internet. In providing these services, firms would be free to discriminate. Google and Verizon are arguing that internet access is just a puppy, sure, but it is not the same as the special puppies they might sell in the future.

Verizon has invested heavily in fibre-optic broadband access. That it wants to avoid tedious regulation is not a surprise. Google, however, had supported the FCC’s approach as recently as this summer. It may believe itself strong enough to negotiate with each provider, or it may want a deal for its mobile operating system from wireless-telecoms operators. Whether all this is good for consumers or innovation remains to be seen.