Economia da Informação

Monopoly Wars (IV) – Google x Cidadãos

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 25 de abril de 2010

Declan McCullagh do CNET News acompanha o desenrolar na justica entre cidadãos da Pennsylvania contra a Google Inc. por invasão de privacidade em abril de 2008.

Em especial na matéria, está uma declaração dos advogados dos cidadãos em tela:

“[…]This court’s ruling makes our private property a Google Slave; our property is no longer our own: it is forced to work for another, against its will, without compensation, for the profit of another. The federal court should free slavery, not create it.”

Freedom begins with the right to be left alone. The Borings claim their right, as Americans, to be secure in their property, and to enjoy their property without intrusion or fear of intrusion. Google is a profiteer acting at its own risk for its profit. That is the balancing of it.

Google pooh-poohs the claim, and we understand their argument: Google is just like the “police,” or a “lost driver.” But, in point of fact, with such traditional examples, Google wants us to forget exactly the thing that is at issue: the technology. It is the 21st century panoramic 360 degree “rolling” digital camera, with worldwide publishing through Google’s pervasive indexing system, that gives this issue context…

The recording, indexing, ease of access and dissemination of data–some more or less personal–yields its own social concerns that requires this court’s attention. The Borings ask this court to give meaning to the truth: the expectation of seclusion is not absolute, it is relative. It is not secluded or not secluded, it is the expectation of seclusion from something. The Borings had an overt statement of their expectation of privacy: “Private Road No Trespassing.”

Yet, Google kept coming, tires crunching, and kept recording, and at the barrier of the Borings’ home itself, kept recording, and, with nowhere to continue but to drive into the pool, turned around in the driveway, and kept recording. Google was not on a street, Google was not taking pictures from the street, and no street was in view. But, Google published the pictures anyway, worldwide…[…]”

A questão de intromissão na privacidade das pessoas, e pior, obter lucro através da divulgação de informações sobre essas pessoas, é uma questão a ser tratada de forma urgente por todos os setores governamentais na forma em que estamos a ter em um futuro não tão distante uma superempresa que está, a passos de gigante, tomando o controle absoluto seja da Economia Digital e da Economia da Informação, sem que haja qualquer tipo de dispositivo de controle sobre as intenções dessa empresa, o que é perigoso tanto quanto um monopólio no preços dos bens tangíveis, em que a população fica refém de funcionários que sobrepujam o poder de governo e a liberdade individual sob um slogan simpático do “Don’t Be Evil”.

PARA LER:

McCULLAGH, Declan. Appeals court lets Google Street View suit continue. CNET Website. Disponível em <<http://news.cnet.com/8301-13578_3-10444755-38.html >> Acessado em 25 Abr 10 às 18h26.

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Google: Monopólio da Informação?

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 16 de janeiro de 2010

Eu vejo um gigante monopólio se desenvolvendo que faz lembrar a Microsoft

Essa foi a principal frase da entrevista com a Ministra da Justiça Alemã, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger divulgada pela a revista alemã SPIEGEL onde foi colocada em pauta até onde vai a idoneidade de uma empresa que obtêm as mais variadas fontes de informação do mundo, seja através de seu Search Engine Optimization (SEO), escaneando livros de autores sem a devida autorização e divulgando, ou mesmo passando com veículos que tiram fotos das casas para o desenvolvimento de uma aplicação de localizador equivalente a um guia urbano.

Em uma sociedade de plena competitividade em diversos ramos inerentes à atividade humana sejam nos esportes, negócios, produção acadêmica, desenvolvimento de tecnologias, a discussão sobre o uso da informação e a maneira que essa informação é captada e difundida a certos canais é uma discussão que vem crescendo nos últimos tempos pelo o fenomenal crescimento da Google.

Não é novidade que qualquer tipo de estrutura de mercado monopolista deixa o mercado viciado e tende fatalmente a incorrer em concorrência desleal na forma em que uma única empresa controla toda a oferta.

No caso da Economia da Informação esse tipo de estrutura é tão ou mais nocivo que os monopólios de oferta a bens de consumo devido a lidar com um vasto capital (a informação) que recebe a pouco custo, e o armazenamento e a redistribuição tem preços quase que irrelevantes.

No caso do Google, o mesmo está caminhando para duas posições extremamente perigosas que é a posição de Monopólio da Informação, ao mesmo tempo de Monopsônio da Informação.

Sobre essa abordagem do Google na captação das informações, a ministra faz um comentário sobre o modus operandi que a empresa está tomando em relação a questões legais a direitos autorais:

“What troubles me is this notion of pressing ahead, this love of big things, this attitude that’s also apparent during Google book searches. First they scan copyrighted works, and then they wait to see who reacts, and how vocal the reaction is. And if someone wants to enforce his copyright, they can go ahead and contact Google. I already criticized this approach and protested against it when I was a member of parliament. On the whole, I see a giant monopoly developing, largely unnoticed, in a case that’s reminiscent of Microsoft.”

(Tradução Livre: O que me incomoda é essa pressão, esse amor por coisas grandes, essa atitude que também apareceu durante as buscas de livros no Google. Primeiro eles escanearam obras com direitos autorais, e então eles esperaram para ver qual seria a reação, e como seria a voz da reação. Se alguém quisesse fazer valer os seus direitos autorais, essa pessoa deveria ir em frente e acionar o Google. Já critiquei essa abordagem e protestei contra isso quando eu era membro do parlamento. No geral, eu vejo um gigante monopólio se desenvolvendo que faz lembrar a Microsoft).

É um assunto a ser discutido pelo setor governamental, legislativo, e acima de tudo pela a população que ao mesmo tempo deseja uma ótima ferramenta de busca, mas que por ventura não pode perder a sua privacidade seja para o governo, seja para a iniciativa privada, esta última dotada de interesses nem sempre transparentes.

PARA LER:

SPIEGEL International – ‘I See a Giant Monopoly Developing That’s Reminiscent of Microsoft’ – <<http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,671426,00.html >> – Acessado em 16 Jan 10.

SPIEGEL International – ‘I See a Giant Monopoly Developing That’s Reminiscent of Microsoft‘ – <<http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,671426,00.html >> – Acessado em 16 Jan 10.