Economia da Informação

Peixe Urbano: Uma proposta de modelo de negócios da internet

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 30 de julho de 2010

A Peixe Urbano é uma loja virtual que tem o conceito similar ao Groupon em que uma empresa realiza uma oferta a preços baixissímos para um determinado número de clientes em potencial, onde, se for atingida a meta de compradores para um dado produto todos levam a oferta. Em caso de dúvidas clique aqui.

Esse conceito mostra que de todos os devaneios de Chris Anderson (autor de The long Tail) ele não estava completamente errado.

Uma entrevista bem interessante se encontra no site do TechCrunch, com um dos sócios do Peixe Urbano Julio Vasconcellos.

Google na mira da Divisão Econômica da União Européia

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 8 de julho de 2010

Ao passo que as tecnologias da informação e comunicação vão adquirindo um alto grau de essencialidade na vida das pessoas, e dessa forma sendo parte quase que simbiótica da vida moderna; é de se respeitar que seja aberta por parte dos setores governamentais dispositivos de regulação, mais especificamente, os dispositivos legais para regular as estruturas de mercado.

A computação na sua forma mais pueril de verossimilhança atinge o intangível nas suas mais diversas formas (Nota do autor: para quem acha que análise e desenvolvimento de sistemas computacionais é mera matemática, faça o exercício de tentar abstrair um sistema simples de registro de notas e verá o quão difícil é implementar esse modelo no mundo ‘real’) através da abstração, que é muitas das vezes difícil de se mensurar o impacto de determinada tecnologia, e até que ponto ela passa a ter o grau de essencialidade o bastante para ser considerada um problema em caso de concentração de mercado.

Esse pequeno prólogo serve para apresentar o problema que a União Européia vem tendo em relação as Search Engine Optimization (SEO), mais especificamente o Google que através de suas ferramentas e inovações através de algoritmos de buscas muito eficientes detém aproximadamente 76% dos acessos como motor de busca no velho continente. E essa é a temática da investigação que a União Européia vem procedendo contra a empresa de Mountain View.

É esperar o rumo das investigações e aguardar o bom senso das autoridades para que seja emanada uma decisão pautada no equilíbrio de mercado e nas boas práticas comerciais, doa a quem doer.

PARA LER

ALAZRAKI, Melly. Google Faces New EU Antitrust Allegations. Disponível em << http://www.dailyfinance.com/story/investing/google-faces-new-eu-antitrust-allegations/19544674/ >> Acessado em 8 Jul 10.

THE ECONOMIC TIMES. Google in EU antitrust crosshairs. Disponível em << http://economictimes.indiatimes.com/infotech/internet/Google-in-EU-antitrust-crosshairs/articleshow/6140904.cms >> Acessado em 8 Jul 10.

MYSLEWSKI, Rik. EU examines Google antitrust complaints ‘very carefully’. Disponível em << http://www.theregister.co.uk/2010/07/07/google_eu_probe_may_soon_be_announced/ >> Acessado em 8 Jul 10.

Gaudin, Sharon. EC exec says Google antitrust probe continues. Disponível em << http://www.computerworld.com/s/article/9178952/EC_exec_says_Google_antitrust_probe_continues >> Acessado em 8 Jul 10.

VALENTINO-DEVRIES, Jennifer. Q&A: What Does Europe’s Antitrust Inquiry Into Google Mean? Disponível em << http://blogs.wsj.com/digits/2010/02/24/qa-what-does-europes-antitrust-inquiry-into-google-mean/ >> Acessado em 8 Jul 10.

BRADSHAW, Tim; TAIT, Nikki. Brussels to look closely at Google probe.  Disponível em << http://www.ft.com/cms/s/2/e2e24334-89e9-11df-bd30-00144feab49a.html >> Acessado em 8 Jul 10.

COMPUTERWORLD. EC exec says Google antitrust probe continues. Disponível em << http://www.techworld.com.au/article/352451/ec_exec_says_google_antitrust_probe_continues >> Acessado em 8 Jul 10.

GAUDIN Sharon. Google’s antitrust probe could prove distracting, analysts say. Disponível em << http://www.computerworld.com/s/article/9161798/Google_s_antitrust_probe_could_prove_distracting_analysts_say >> Acessado em 8 Jul 10.

HOLTZ, Julia. Committed to competing fairly.   Disponível em << http://googlepolicyeurope.blogspot.com/2010/02/committed-to-competing-fairly.html >> Acessado em 8 Jul 10.

Calça de Veludo…

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 20 de junho de 2010

Esse artigo da revista Época Online retrata de maneira quase que cirúrgica o momento atual da Google Inc. no mundo dos negócios, em especial, a sua forma de angariar o status da maior empresa de tecnologia do mundo.

Não se trata apenas de ser do contra (no final olhem o comentário quase que fanático de um leitor) as formas de negócios da Google, qualquer uma empresa pode ter assim como a Microsoft, a Dell, a Apple entre outros; mas sim o engodo no qual a imagem da Google Inc. passa através de um embuste cool midiático, onde os seus desenvolvedores e analistas pedem para confiarmos cegamente no seu slogan interno do “Don’t be evil!”.

Na reportagem essa técnica de sedução está em um patamar quase que monopolístico, o que torna a Google Inc., um problema no ponto de vista legislativo. É esperar e ver o que acontece, já que diversos orgãos anti-truste estão de olho nas práticas da Google Inc.

Duas ou três coisas sobre o Google (trecho)

O deslumbramento da mídia com a empresa mascara seu real negócio monopolista. A crise com a china só aumentou o fascínio
Por Caio Túlio Costa*

O mundo se ajoelha frente ao Google. O conglomerado que lhe dá forma conquistou em 12 anos de vida um deslumbramento geral. O fascínio se ampliou com o recente embate entre o Google e o governo chinês. Este embevecimento é mais fácil de ser percebido nos meios de comunicação, tanto na mídia clássica (televisões, jornais, revistas, rádios) quanto nos veículos da nova mídia (portais, sites, blogs, posts, comentários). Como o maniqueísmo faz parte do DNA da mídia, ambas, a clássica e a nova, trafegam numa via de mão dupla: santificam ou demonizam. No caso do Google, ele caminha para a canonização em vida.

O público internauta que manipula seu mecanismo de busca ou suas ferramentas de rede social tem com ele uma relação utilitária. Usa-o sem necessitar refletir acerca de seu valor como farejador de dados, documentos, pessoas, imagens, vídeos… Procurou, achou. As autoridades, democráticas ou autoritárias, têm o Google sob estrita vigilância, por conta dos problemas ligados às invasões de privacidade, pedofilia, pornografia, grupos de ódio, em especial no YouTube e no Orkut – e mais ainda no Brasil, onde este último ganhou sua maior popularidade. Mas o Google não é apenas o que aparenta ser. Certa feita, questionado sobre os pilares que norteiam o concorrente Yahoo! – busca, personalização, comunidade, informação – e indagado sobre os pilares do Google, o seu homem forte comercial, Omid Kordestani, saiu-se com essa: “Nós dizemos que organizamos a informação em rede mundial. Bobagem! Nós somos é uma empresa de publicidade!”.

Caiu a ficha? Quando você entra no Google e digita a palavra “carro”, receberá uma página de resultados com várias indicações sobre carros. Atente: o primeiro resultado pode ser um link patrocinado em fundo colorido, um anúncio em forma de texto. Do lado direito da página vão aparecer outros anúncios empilhados, todos em forma de texto e que remetem a carros: novos e usados, lançamentos da indústria automobilística e pequenas mensagens publicitárias antes cativas da indústria de classificados. Se você quiser vender seu automóvel e se dispuser a pagar algum dinheirinho para o Google, o seu anúncio pode aparecer ali do lado direito da página.

Essa descrição é banal para quem conhece o mecanismo. O que não é banal é o ganho do Google com esses pequenos anúncios desde que passou a vender palavras-chave na sua busca, em 1999. De uma empresa nascida sem modelo de negócio, acabou catapultada à liderança do mercado de propaganda. Arrebentou com o mercado tradicional de anúncios e praticamente criou um monopólio na busca em rede. Utilizou para tanto uma extraordinária inteligência no uso da força de trabalho (gratuita!) dos internautas. Eles o ajudam a confeccionar o mais poderoso banco de dados do planeta.

A coisa funciona mais ou menos assim: ao se pressionar em qualquer resultado de uma busca, o endereço clicado vai para um banco de dados. Assim, de clique em clique, a empresa vai formando uma lista de endereços e contabilizando automaticamente quem aparece mais, ou seja, qual tem mais relevância, quantas vezes e em quantas páginas existe aquele mesmo endereço, quantos links existem nas páginas da internet que direcionam para ele. Relevância é a palavra, o coração do mecanismo. Quanto mais cliques, quanto mais links apontam para um endereço, mais esse endereço tem importância e mais em cima ele vai aparecer nos resultados da busca – porque ele é mais relevante.

O que os meninos do Google (Sergey Brin e Larry Page) conseguiram conceber, e milhares de engenheiros contratados por eles conseguiram aperfeiçoar, foram os algoritmos capazes de revelar essa relevância e devolver resultados pertinentes. Isso é aprimorado a cada dia. Ao mesmo tempo, uma espécie de robô bate de porta em porta nos sites da rede e indexa no banco de dados do Google, formado por milhares de servidores, todas as palavras de todas as páginas abertas na rede. Simples?
Líder em propaganda, o Google usa o trabalho (gratuito) dos internautas o Google aceitou a censura na China para liderar. Não conseguiu

Não. Até aqui, ninguém, nenhuma companhia que tenha investido em busca conseguiu algoritmos tão poderosos. Desde seu nascimento, o Google foi deixando para trás empresas como Excite, Lycos, AltaVista, Inktomi, Ask Jeeves, Overture (a criadora da busca paga), Yahoo! e até o mais recente Bing (da Microsoft). Algumas dessas marcas soam hoje pré-históricas para quem conhece a internet desde o seu nascedouro comercial, nos idos de 1995. Nada dizem (exceto Yahoo! e Bing) para a geração de agora e para quem o Google é o mais natural mecanismo de busca que se possa imaginar.

A empresa não ultrapassou apenas os competidores na indústria dos motores de busca. Também deixou para trás monumentos empresariais. Dá um trabalho danado para as agências de publicidade, tritura o mercado de classificados dos jornais (olhe como diminuiu o peso do seu jornal de domingo), destrói concorrentes na nova mídia, como a America Online, e supera de longe, em valor de mercado, tiranossauros da mídia clássica, como a Time Warner, a Disney ou a News Corporation – para ficar em três das maiores empresas de mídia do planeta.

O futuro da informação jornalística

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 19 de junho de 2010

Aqui no Economia da Informação, já foi discutido como o modelo do jornalismo deve mudar para manter-se vivo. É fato que as publicações jornalísticas estão cada vez mais em baixa, seja pela a qualidade do seu conteúdo editorial, bem como a sua insistência em manupulação, distorção e omissão de diversos assuntos, em especial na seara política e econômica. Mas esse não é o mérito.

Stephen Kanitz publicou em seu blog um texto muito conciso sobre Planejamento Estratégico de Empresas Jornalísticas, onde o autor promove uma série de questionamentos pontuais sobre o futuro das empresas de mídia.

Stephen Kanitz – Planejamento Estratégico de Empresas Jornalísticas

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E-Government

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 1 de abril de 2010

No blog do Professor Silvio Meira tem um artigo que assimila bem o poder da Economia da Informação quando estudada e empregada no contexto governamental apresentando o caso a renovação da carteira de habilitação no Reino Unido e no Brasil.

Além do texto, tem-se a discussão na Rádio CBN onde ele conta esta experiência.

Blog Dia a Dia… Bit a Bit – Silvio Meira: A carteira de motorista e a informatização do Caos

Rádio CBN – Bits da Noite – A informatização do CAOS.

Waldez Ludwig – Informação como bem econômico

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 21 de março de 2010

Para quem deseja saber o básico sobre Economia da Informação esse vídeo do Waldez Ludwig é um dos mais didáticos em língua portuguesa.

PARA LER

Waldez Ludwig Web Site http://www.ludwig.com.br/

Informação x Propaganda

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 25 de janeiro de 2010

Não que eu goste da linha editorial da Folha de São Paulo, mas essa propaganda de 1987 é bastante atual quando falamos da confiabilidade da informação,e principalmente de omissão. Surpreendente o filme.

Escassez da Informação ou Culto ao Superficial?

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 25 de janeiro de 2010

A escassez da informação é um termo muito utilizado por diversos jornalistas, e demais ‘formadores de opinião’ quando falamos do advento da internet e os mais diversos meios de comunicação digital.

É grande a importância do desenvolvimento das mais diversas áreas da computação, fato esse concretizado com o aumento do dinamismo de diversas mídias; entretanto, como advertiram os Doutores Carl Shapiro e Hal Varian no livro Economia da Informação em que a superficialidade e a importância em demasia das tecnologias da informação e comunicação, onde estas viraram uma espécie de mantra do mundo dos negócios com um culto à superficialidade; onde afirmam que as tecnologias passam, os conceitos econômicos não.

O contexto econômico é pertinente, mas passemos a tratar como uma questão tecnológica, passando a fazer uma simples adaptação do que foi citado anteriormente no qual: Gadgets passam, tecnologias e informações pertinentes que inovam e contribuem com o processo de desenvolvimento da sociedade não.”

A internet virou uma espécie de affair de grande parte da mídia, em especial alguns jornalistas que acompanham a área de Tecnologia da Informação e Comunicação, pela a velocidade pela a qual se processa e são transmitidas as informações.

Porém, grande parte do conteúdo gerado pela a Web carece de um grau de confiabilidade mais apurado, e algumas das características dessa era digital é a inconsistência das informações prestadas por pessoas que em grande parte do tempo sequer dedicam algum tempo de estudo sobre o objeto do assunto em questão, e do fato de que uma informação prestada pela a Web necessite de um grau de checagem muito maior do que de consultas bibliográficas sérias (e fundamentadas) que passam por processos de revisão semântica, revisão de sintaxe, revisão ortográfica e gramatical, além de consultas a fontes primárias para que a informação se transforme em conhecimento, e não em um resumo (engodo) superficial que os grandes veículos de mídia tentam passar como informação.

Prova disso, é a constante aparição de experts em tecnologia, que sabem tudo sobre gadgets em geral: Twitter, Facebook, TV digital, flutuações de ações de empresas de TIC na NASDAQ, Google; porém quando confrontados em sua redoma de opiniões, geralmente em debates, não sabe m nem do que se tratam disciplinas básicas em TIC como Arquitetura da Informação, ou sobre impactos tecnológicos de linguagens de programação só para início de conversa. São os que defino como ‘ front-enders de Tecnologia da Informação’, para não classificar como ‘paraquedistas’ que sempre têm comentários para tudo, mesmo que seja na profundidade semelhante da Wikipedia.

A internet sempre será mais uma ferramenta nos processos de negócios, e parte integrante do processo de desenvolvimento tecnológico; porém nunca será a principal participante; acreditar que tecnologia da informação e comunicação é essa superficialidade ‘wikipediana’, é tornar-se tão profundo quanto às Pancake Peolple .

Achar que essa revolução da informação [sic] vai impactar o mundo em que vivemos de uma maneira tão rápida e frívola e o mesmo que pensar que Larry Page e Sergey Brin construíram o Google pedindo dicas no Yahoo Respostas ou baixando o e-book Programação para Dummies? Informação com qualidade se faz em pesquisa científica séria, grupos de estudos engajados em avanços em determinada disciplina, estudos autônomos dedicados; o resto é citação de Wikipedia e trivialidade e literatura de almanaque fantasiada de informação.