Economia da Informação

Monopoly Wars (II) – Adobe x Apple

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 10 de abril de 2010

A guerra de padrões para aquisição de um monopólio no que tange o certame da apresentação dinâmica de vídeos e websites ficou mais ferrenha após a declaração de Lee Bremellow um evangelista da Adobe onde ele com palavras garrafais dá um recado educadíssimo de:

“Go screw yourself Apple”

Os professores SHAPIRO e VARIAN no livro Economia da Informação, mais precisamente na página 243 retratam esse tipo de situação apresentando o exemplo das bitolas ferroviárias nos Estados Unidos no século XIX. Para complemento do assunto, outra bibliografia correlata é do economista e palestrante NICHOLAS CARR no seu livro Será que TI importa; onde ele realiza a mesma discussão, mas em uma esfera um pouco mais contundente quanto aos dispositivos de conexão de mangueiras de incêndio em Baltimore nos Estados Unidos.

Voltando a discussão, Bremellow diz:

“Personally I will not be giving Apple another cent of my money until there is a leadership change over there. I’ve already moved most of my book, music, and video purchases to Amazon and I will continue to look elsewhere. Now, I want to be clear that I am not suggesting you do the same and I’m also not trying to organize some kind of boycott.”

Justiça seja feita, pois, já que nessa guerra ninguém é santo, ao menos a Adobe não está tentando firmar um padrão no brasileiríssimo e popular ‘goela abaixo’ (sic.) como a Apple vem executando como estratégia de negócios.

É uma briga que envolve temas seriíssimos em economia, administração e tecnologia como vantagem competitiva, diferencial de mercado, estrutura de mercado, monopólio, administração e criação de padrões, desenvolvimento tecnológico entre outros assuntos. Esse é um tema que vai render durante um bom tempo nas discussões de Economia Digital.

PARA LER

CARR, Nicholas. Será que TI importa? Editora Gente. São Paulo, 2009.

SHAPIRO, Carl. A economia da informação: como os princípios econômicos sem aplicam na era da internet. Campus. Rio de Janeiro, 1999.

RUSLI, Evelyn. Adobe: “Go Screw Yourself Apple”. Techcrunch Website. Disponível em << http://techcrunch.com/2010/04/09/adobe-go-screw-yourself-apple-2/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+Techcrunch+%28TechCrunch%29 >> Acessado em 10 Abr 10, às 14h25.

KINCAID, Jason. Apple gives Adobe the finger with its new iPhone SDK agreement. Techcrunch Website. Disponível em << http://techcrunch.com/2010/04/08/adobe-flash-apple-sdk/ >> Acessado em 10 Abr 10, às 14h30.

BRIMELOW, Lee.  Apple Slaps Developers In The Face. The flash Blog. Disponível em << http://theflashblog.com/?p=1888 >> Acessado em 10 Abr 10 às 14h43.

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O poder do Vaporware

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 9 de abril de 2010

Diante de tanta necessidade que os fabricantes de gadgets impõe aos consumidores do Vaporware, essa figura abaixo mostra, de uma maneira cômica, o que o advento do Vaporware é capaz de causar um consumo desnecessário, mesmo com um produto incompleto e limitado; e além disso, mostra que a barreira do Versioning e do Vaporware neste caso do iPad é quase que pornográfica.

…Uma reflexão sobre direitos autorais, e futuro da música…

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 6 de março de 2010

O futuro da música anda muito discutido em todo o mundo em fóruns, debates, e encontros sobre economia digital e cibercultura, onde os combatentes do exército do free lunch doutrinam a todos que a obra musical deveria ser grátis a todos e com direitos autorais flexíveis (mesmo que os mesmos gênios não coloquem em pauta um sistema de remuneração do compositor, e do intérprete), seja por questões sociais, culturais, oportunistas e ou por demais motivações de cunho comunista – que não vem ao caso nesse post – que cegam todo o mercado consumidor de música, onde a discussão é entre quem paga e quem obtém de graça sem pagar, sem produzir e que exigem direitos (sugestão de vídeo é a histeria das discussões de Direitos Autorais na Campus Party).

Apoós uma breve reflexão, desenvolvi um postulado denominado de POSTULADO DA REMUNERAÇÃO FONOGRÁFICA E DOS DIREITOS AUTORAIS partindo da seguinte perspectiva:

Se não há um sistema de remuneração fixado pela a obra que circula na web, o ideal é que os artistas, ao invés de realizarem acervo fonográfico-  que seria pertinente as posteriores gerações para consultas –  com a gravação de álbuns em estúdio; colocassem na web um disco somente em “ modo de  degustação” com as novas músicas, estas sendo no tamanho máximo entre 20 à 35% do tempo da faixa e em partes distintas, e que a reprodução seria única e exclusivamente em shows como forma de estimulo à compra do CD; este último que seria postergado depois do Return Of Investment (ROI) dos custos de remuneração ao compositor, intérprete, e demais custos de produção envolvidos na criação, desenvolvimento e divulgação do disco.

Resumidamente seria feita a seguinte indagação com a subseqüente resposta: “Quer o álbum na prateleira? Vá ao show ao vivo; ou tenha como alternativa bootlegs com baixa qualidade sonora.”

Com a adoção desse postulado como forma de mercantilização musical todos os atores envolvidos atualmente nas discussões de direitos autorais estariam em um Equilíbrio de Nash, onde:

1) Os interpretes e compositores receberiam com a renda dos shows o equivalente o custo de oportunidade (replicação na web) até o ponto em que achassem justo o capital recebido (Remuneração capitalista, onde o detentor da mercadoria regularia o ganho de sua mercadoria, e não ao contrário em que o proprietário do bem fica a mercê da benevolência voluntariosa de pouquíssimos apreciadores em comparação a quantidade de pessoas que já consumiram o bem);

2) Os replicadores ganhariam pelo o fato de não estarem infringindo a lei de direitos autorais pois, não infringem diretamente o artigo 184 do Código Penal (Direitos Autorais) devido ao fato do objeto de gravação não constituir em produto oficial em DVD/CD encontrado no mercado;

3)E finalmente  os consumidores  à medida em que os shows dessem o devido ROI teriam a versão de estúdio com alta qualidade sonora seja para a compra física ou download (seja ele pago ou não).

Este modelo de comercialização pode ser uma alternativa para os artistas que desejam resguardar a sua propriedade, além de evitar lentos litígios, os quais em grande parte das vezes agraciam os violadores com interpretações jurídicas  mais surreais do que os quadros de Salvador Dali; e garantir ao autor o direito de flexibilizar o seu direito com a opção de lançar o seu DVD/CD somente após o Retorno do Investimento de acordo com os gastos supracitados.

Por fim, acreditar que o atual modelo da indústria fonográfica em todos os seus aspectos de mercado e atores (compositores, intérpretes, gravadoras, estúdios, replicadores e consumidores) é sustentável, é tão ingênuo quanto dar crédito que a Lei de Say seria aplicável para esse específico modelo de  negócio; fato este que está longe de acontecer devido ao aspectos característicos como a da gratuidade e disponibilidade  na Economia de Rede.

PARA LER:

SANDRONI, Paulo. Lei de Say. Novíssimo Dicionário de Economia. Editora Best Seller, 1999.

MUSEUM DALI. Disponível em << http://www.salvadordalimuseum.org/ >> Acessado em 06 Mar 10 às 12h09.

INTERNATIONAL FEDERATION OF THE PHONOGRAPHIC  INDUSTRY. Digital Music Report 2010. Disponível em << http://www.ifpi.org/content/section_resources/dmr2010.html >> Acessado em 06 Mar 10 às 08h43.

ENVIROMENTAL ECONOMICS. Upon further analysis, there is no free lunch. Disponível em << http://www.env-econ.net/2009/02/upon-further-analysis-there-is-no-free-lunch.html >> Acessado em 06 Mar 10 às 07h50.

SUTTER, Herb. The Free Lunch is Over: A fundamental turn toward concurrency in software. Disponível em << http://www.gotw.ca/publications/concurrency-ddj.htm >> Acessado em 06 Mar 10 às 09h20.

NO FREE LUCH THEOREMS. Disponível em << http://www.no-free-lunch.org/ >> Acessado em 06 Mar 10 às 10h18.

WILLIAMS, Walter E. There’s no Free Lunch. Disponível em << http://econfaculty.gmu.edu/wew/articles/01/freelunch.html >> Acessado em 06 Mar 10 às 11h24.

STEFFENS, Flavio. Retorno Sobre o Investimento: Você sabe o que é? Agile Way Blog.  Disponível em << http://www.agileway.com.br/2010/01/06/retorno-sobre-investimento-voce-sabe-o-que-e/ >> Acessado em 06 Mar 10 às 08h31.

CAMPUS PARTY. Direito Autoral, com a palavra as comunidades da internet. Campus Fórum. Disponível em << http://www.youtube.com/watch?v=IcsTjZRVeKU >> Acessado em 03 Mar 10 às 22h56.

CAMPUS PARTY. O que está em jogo na reforma do direito autoral. Campus Fórum. Disponível em << http://www.youtube.com/watch?v=E8BmCP1zJVs >> Acessado em 04 Mar 10 às 01h10.

CAMPUS PARTY. Troca de arquivos P2P na internet. Campus Fórum. Disponível em << http://www.youtube.com/watch?v=jnLFFvclheI >> Acessado em 04 Mar 10 às 05h50.



Ebooks x Livros

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 16 de janeiro de 2010

No site do Estadão está hospedada uma entrevista com o escritor Paulo Coelho, que é o autor brasileiro mais vendido no mundo; onde ele chama atenção para o modelo de negócios que ele adotou para se popularizar sem perder público que foi de tornar público para download 20 de suas obras.

Paulo Coelho mantém um blog onde ele divulga pequenos pedaços de suas obras ainda em fase de editoração, pensamentos diversos, e támbem serve como canal de comunicação entre os seus leitores.

Partindo para uma pequena análise em Economia da Informação, Paulo Coelho foi muito feliz em sua observação mediante a questão de como a geração acostumada com o papel vai adaptar-se ao meio eletônico ele disse:

Assim como o teatro sobreviveu a tudo (cinema, televisão, etc.), o livro em papel também vai sobreviver. Mas o que estamos vendo no momento em diversos países do mundo, inclusive no Brasil? As livrarias independentes estão desaparecendo. O grande problema reside aí – não há nada que substitua uma boa livraria – pelo convívio, pela atmosfera, pela beleza. Não sei quanto tempo esta transição levará, bem menos do que imaginamos, e creio que a adaptação de todo o mercado será muito difícil. Por outro lado, o e-book tal como conhecemos hoje será em breve substituído pelos smartphones. Quando digo em breve, estou falando antes do final deste ano. E escrever para o formato do smartphone é muito difícil. O que me facilita muito é que tenho experiência com um blog diário no Brasil, e com o meu blog – textos curtos e diretos.

Aqui podemos observar logo de cara o fato de o livro ter alta base instalada e de altos custos de troca tornando lento e desvantajoso o processo de adaptação, mesmo se for por uma tecnologia superior, pois, mesmo com o advento dos smartphones e de e-readers, estes ainda não possuem a infinidade de bibliotecas como o formato impresso.

Outro aspecto a ser observado é o fato de ser mencionada a atmosfera do ambiente de uma livraria ou até mesmo em um clube de leitura, o qual permite um maior grau de sociabilização, fato esse produto da experiência do usuário onde nem mesmo os formatos digitais conseguem suprir essa necessidade humana de sentir o ambiente.