Economia da Informação

A batalha das patentes II

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 23 de outubro de 2010

Nessa reportagem da The Economist é abordado o tema das constantes batalhas judiciais que ocorrem em  todo mundo na área de telecomunicações, em especial pela a quebra de patentes.

O EI já abordou em um post esse tema e inclusive tem a seção Monopoly Wars que falam dessa verdadeira guerra de patentes, onde as empresas não brigam para conquistar novos clientes ou melhoria de seus serviços, mas sim brigam para alcançar a condição monopolista de estabelecer o seu padrão único de base instalada.

Batalhas das Patentes

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FoxNews.com: Apple é uma religião e o Papa está assustado

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 30 de julho de 2010

Esse excelente artigo da TechCrunch ripado da FoxNews – a última rede de televisão jornalística que preste nos EUA diga-se de passagem – mostra uma analogia bem interessante sobre o fato da Apple torna-se uma religião em um futuro próximo devido a devoção de seus usuários.

O que é interessante de se colocar em pauta (além da ótima analogia que será abaixo inserida) é que a Apple que hoje de acordo com a Forbes é a marca mais valiosa do mundo, aproveitando-se principalmente de precificar, e, principalmente valorizar o design original de Steve Jobs.

A economia da informação se trata entre outras coisas em quantificar economicamente os ativos intangíveis (como por exemplo a experiência do usuário, versioning), e neste caso a Apple através de um aparato de propaganda quase que sufocante conseguiu chegar a um dos pontos mais altos do Vaporware, onde que para alguns (inclusive este postante) é nada mais do que a velha prática de vender fumaça, e ensacada por sinal.

Por mais que os produtos da Apple sejam revolucionários em seu conceito de touchscreen, não há como perceber que um gadget desenvolvido pela a empresa de Steve Jobs tornou-se um símbolo de um status de pessoa cult, pop ou até mesmo considerada ‘antenada’ (sic.) com a tecnologia; onde que na maioria dos casos as pessoas que compram esse tipo de aparelho com diversas opções de recursos multimídia, acabam usando no máximo 2 a 4 recursos; o que é pouco perto das possibilidades que o aparelho oferece. E em casos mais graves nos quais os geeks compram um aparelho com diversos tipos de limitações claras (iPad na ocasião do seu lançamento, que o próprio Jobs dizia que precisava de melhoramentos em suas configurações) ou com defeitos de natureza grave (as antenas e a limitação de recepção de sinal dos iPhone 4) poucas pessoas foram às lojas trocar o seu aparelho ou mesmo pedir manutenção; o que prova a tese de que muitos dos consumidores da Apple ao menos sabem o que vão fazer com o aparelho depois de adquirir.

Essa síndrome da obsolescência tecnológica auto-inflingida tem fundamentalmente como raiz o Vaporware puro e simples, exposto por um marketing de rede que muitas das vezes serve mais como desinformação, ao passo que se esconde atrás desse conceito de produtos ‘revolucionários’ (sic.) a agregação de um preço quase que absurdo  se for levado em conta a utilização útil dos gadgets da Apple.

Talvez isso não seja importante nesse exato momento, mas basta pensar na história das tulipas holandesas, e ver que esse é uma das origens das bolhas financeiras, a mesma que afundou a NASDAQ em 2000.

Fox News: Apple Is The New Religion And The Pope Is Scared

by MG Siegler

Jesus. Maybe literally.

Fox News has a long and illustrious history of saying some fairly outrageous things. A story today on FoxNews.com may be one of the best yet — certainly from a tech perspective.

The post entitled “For Apple Followers, It’s a Matter of Faith, Academics Say” argues that while people may joke about Apple being a religion (JesusPhone, etc), to some, it may actually be a religion. Better, they wonder if Apple shouldn’t pursue that path. Here’s Fox News’ keys as to why Apple is similar to a religion:

* Apple’s creation story epitomizes the humble garage origin of its technology — not unlike the humble manger of Jesus’ birth.
* Apple CEO Steve Jobs is perceived as a messianic leader who was fired but rose again to save the company.
* Apple has traditionally had an evil archenemy, the Devil, as represented first by Microsoft and now by Google.

Yes, Apple’s start in a garage is very similar to Christ’s birth.

They also note that the Pope is scared of such a religion because he once rhetorically asked if a savior was needed in a modern wired world. Clearly, that means Apple.

The story goes on to wonder if Apple — not some crazed Apple fanboys, mind you — might apply for religious status in the future. “Indeed, it would be interesting if Apple were to apply for such a status in the future.“

Naturally, the main impetus behind this farce is that the author can’t understand why people continue to buy iPhones even though they don’t work. Therefore, Apple must be a religion. “It’s not a matter of rationality, it’s a matter of faith,” the author argues.

Meanwhile, back on the planet Earth, the story remains the same. The iPhone 4 does indeed have an antenna issue, but it’s not a major issue in real world use. If it were a major issue, the millions of people who have bought the device over the past month would be returning it en masse. If something doesn’t work, you return it — it’s that simple. That isn’t happening.

So which argument makes more sense? Are the returns not flowing in because it’s really not a big deal — and overall the iPhone 4 is the best smartphone out there? Or is it because Apple is a religion?

Monopoly Wars (VIII) – Adobe x Apple

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 25 de junho de 2010

Em uma rápida passada no site da Wired, há uma curiosa propaganda da Adobe.

Para entender onde isso começou clique aqui.

Monopoly Wars (VI) – Federal Trade Comission x Intel

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 23 de junho de 2010

Direto de TIINSIDE

Intel obtém suspensão de processo de investigação nos EUA

A Intel conseguiu suspender o processo de investigação por prática de monopólio impetrado pela Federal Trade Commision (FTC), órgão do governo dos Estados Unidos que investiga contratos comerciais e dados fiscais de empresas e pessoas físicas, até o dia 22 de julho. Segundo a fabricante de chips, o acordo, fechado na segunda-feira, 21, servirá para que a empresa consiga reunir todas as informações exigidas pelo órgão do governo americano e possa contribuir com as investigações. Os termos do acordo são confidenciais.

O processo, registrado na FTC em dezembro do ano passado, acusa a Intel de usar de sua posição de liderança no mercado para impor às fabricantes de computadores a compra de seus produtos, numa prática considerada anticompetitiva. O objetivo da ação, caso fique comprovado o uso de sua posição dominante, não é penalizar monetariamente a empresa, mas impor barreiras mercadológicas que a impeçam de continuar com as práticas monopolistas.

A Intel também é alvo do mesmo tipo de investigações no Japão e na Europa, sendo que nesta última região ela pagou US$ 1,45 bilhão para acabar com a ação por práticas antitruste.

Monopoly Wars (VI) – Apple x Adobe

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 1 de maio de 2010

E a briga pela a base instalada e pelos padrões não tem fim…

Essa semana, aos moldes dos livros do Vereador Gabriel Chalita e do Padre Fabio de Melo, o Steve Jobs escreveu uma carta aberta sobre os problemas de incompatibilidade e a recusa da utilização do formato Flash para os gadgets da Apple. E menos de dois dias o CEO da Adobe Shantanu Narayen respondeu a singela cartinha de Jobs. Acompanhemos essa batalha pela a base instalada, através das palavras dos dois personagens.

Carta de Steve Jobs – por Olhar Digital

[…]Eu quis colocar às claras algumas das nossas opiniões a respeito dos produtos Flash da Adobe, para que os clientes e os críticos possa entender melhor porque nós não permitimos o Flash nos iPhones, iPods e iPads. A Adobe afirmou que nossa decisão foi baseada apenas na visão de negócios – eles dizem que queremos proteger nossa App Store – mas, na realidade, ela é baseada em critérios de tecnoclogia. A Adobe alega que nós somos um sistema fechado, e que o Flash é aberto, mas de fato, é justamente o contrário. Deixe-me explicar.

Em primeiro lugar, há o “Aberto”.

Os produtos Flash da Adobe são 100% proprietários. Eles só estão disponíveis por meio da Adobe, e a Adobe sozinha é quem decide seus futuros aprimoramente, preços, etc. Ainda que eles estejam amplamente disseminados, isso não significa que sejam abertos, já que são controlados completamente pela Adobe e disponíveis apenas por seu intermédio. Sob praticamente todas as definições, o Flash é um sistema fechado.

A Apple tem muitos produtos proprietários também. Ainda que o sistema operacional para o iPhone, iPod e iPad seja proprietário, nós acreditamos firmemente que todos os padrões para a Web devem ser abertos. Em vez de usar o Flahs, a a Apple adotou HTML 5, CSS e JavaScript – todos padrões abertos. Todos os aparelhos móveis da Apple saem de fábrica com com a alta performance e o baixo consumo de energeia possibilitado por esses padrões abertos. HTML 5, o novo padrão da Web adotado pela Apple, Google e muitos outros,permite aos desenvolvedores criar gráficos avançados, tipologia, animações e transições sem depender de plug-ins para browsers de terceiros (como o Flash). O HTML 5 é completamente aberto e controlado por um comitê de padronização, do qual a Apple faz parte.[…]

[…]Em segundo lugar, “A Web Integral”

A Adobe disse repetidas vezes que os dispositivos móveis da Apple não conseguem acessar a Web em sua plenitude porque 75% do video na Web está em Flash. O que eles não dizem é que quase todo esse vídeo também está disponível num formato mais moderno, o H.264, e visível nos iPhones, iPods e iPads. O YouTube, que concentra cerca de 40% do vídeo online, brilha por meio de um aplicativo embarcado em todos os dispositivos móveis da Apple, com o iPad oferecendo provavelmente a melhor experiência de visualização do YouTube de todos os tempos. Agregue a isso os vídeos do Vimeo, Netflix, Facebook, ABC, CBS, CNN, MSNBC, Fox News, ESPN, NPR, Time, The New York Times, The Wall Street Journal, Sports Illustrated, People, National Geographic, and muitos, muitos outros. Os usuários do iPhone, iPod e iPad não estão perdendo muito vídeo. Em terceiro lugar, “confiabilidade, segurança e performance”

A Symantec recetemente chamou a atenção para o fato do Flash ter tido um dos piores registros de segurança em 2009. Nós também sabemos que o Flash é a causa número um para “paus” nos Macs. Nós temos trabalhado com a Adobe para corrigir esses problemas, mas eles persistem já há vários anos. Nós não queremos reduzir a confiabilidade e a segurança dos nossos iPhones e iPads ao adicionar o Flash.[…]

[…]Em terceiro lugar, “confiabilidade, segurança e performance”

A Symantec recetemente chamou a atenção para o fato do Flash ter tido um dos piores registros de segurança em 2009. Nós também sabemos que o Flash é a causa número um para “paus” nos Macs. Nós temos trabalhado com a Adobe para corrigir esses problemas, mas eles persistem já há vários anos. Nós não queremos reduzir a confiabilidade e a segurança dos nossos iPhones e iPads ao adicionar o Flash.[…]

[…]Em quarto lugar, “ a duração da bateria”

Para conseguir fazer a bateria durar mais ao exibir vídeo, os dispositivos móveis precisam usar o hardware para decodificar o vídeo; decodificar em software requer muita energia. Muitos dos chips usados nos dispositivos móveis modernos têm um decodificador chamado H.264 – um padrão que é usado em todos os Blu-ray players e que foi adotado pela Apple, pelo Google (YouTube), Vimeo, Netflix e muitas outras companhias.
[…]

[…]Em quinto lugar, “ o Toque”

O Flash foi desenhado para PCs usando mouses, não para telas sensíveis ao toque. Por exemplo, muitos Websites em Flash se apóiam em “roll overs”, que abrem janelas pop-up ou outros elementos quando você posiciona o cursor sobre um lugar específico. A revolucionária interface multi-toque da Apple não usa mouse, e não há espaço para um “roll over”. A maioria dos sites que usam Flash terão de ser reescritos para se adaptar a dispositivos sensíveis ao toque. Se os desenvolvedores precisarão reescrever os Websites, por que não usar uma tecnologia moderna, como o HTML 5, CSS e JavaScript?[…]

[…] Em sexto lugar, a “ mais importante razão”

Além do fato do Flash ser fechado e proprietário, ter grandes atrasos técnicos e não suportar dispositivos sensíveis ao toque, há uma outra e ainda mais importante razão para não permitirmos o Flash nos iPhones, iPods e iPads. Nós discutimos os apectos negativos de usar o Flash para vídeo e conteúdo interativo para os Websites, mas a Adobe também quer que os desenvolvedores adotem o Flash para criar aplicativos que rodem em nossos dispositivos móveis.[…]

[…]Conclusões

O Flash foi criado durante a era dos PCs –para PCs e mouses. O Flash é um sucesso empresarial para a Adobe, e nós conseguimos entender porque eles querem levá-lo além do mundo dos PCs. Mas, a era móvel tem a ver com dispositivos de baixo consumo de energia, interfaces táteis e padrões abertos para Web – todas áreas que o Flash não atende.

A avalanche de produtores de mídia que oferecem seus conteúdos para os dispositivos móveis da Apple mostra que o Flash não é mais necessário para assistir vídeos ou consumiro qualquer tipo de conteúdo da Web. E os 200.000 aplicativos da App Store provam que o Flash não é necessário para que milhares de desenvolvedores criem aplicativos graficamente ricos, incluindo games.

Novos padrões abertos criados na éra móvel, como o HTML 5, vão predominar nos dispostivos móveis (e nos PCs também). Talvez a Adobe devesse focar mais em criar grandes ferramentas HTML 5 para o futuro, e menos em criticar a Apple por deixar o passado para trás.

Steve Jobs

Abril de 2010
[…]

Entrevista do Shantanu Narayen ao Wall Street Journal

Monopoly Wars (II) – Adobe x Apple

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 10 de abril de 2010

A guerra de padrões para aquisição de um monopólio no que tange o certame da apresentação dinâmica de vídeos e websites ficou mais ferrenha após a declaração de Lee Bremellow um evangelista da Adobe onde ele com palavras garrafais dá um recado educadíssimo de:

“Go screw yourself Apple”

Os professores SHAPIRO e VARIAN no livro Economia da Informação, mais precisamente na página 243 retratam esse tipo de situação apresentando o exemplo das bitolas ferroviárias nos Estados Unidos no século XIX. Para complemento do assunto, outra bibliografia correlata é do economista e palestrante NICHOLAS CARR no seu livro Será que TI importa; onde ele realiza a mesma discussão, mas em uma esfera um pouco mais contundente quanto aos dispositivos de conexão de mangueiras de incêndio em Baltimore nos Estados Unidos.

Voltando a discussão, Bremellow diz:

“Personally I will not be giving Apple another cent of my money until there is a leadership change over there. I’ve already moved most of my book, music, and video purchases to Amazon and I will continue to look elsewhere. Now, I want to be clear that I am not suggesting you do the same and I’m also not trying to organize some kind of boycott.”

Justiça seja feita, pois, já que nessa guerra ninguém é santo, ao menos a Adobe não está tentando firmar um padrão no brasileiríssimo e popular ‘goela abaixo’ (sic.) como a Apple vem executando como estratégia de negócios.

É uma briga que envolve temas seriíssimos em economia, administração e tecnologia como vantagem competitiva, diferencial de mercado, estrutura de mercado, monopólio, administração e criação de padrões, desenvolvimento tecnológico entre outros assuntos. Esse é um tema que vai render durante um bom tempo nas discussões de Economia Digital.

PARA LER

CARR, Nicholas. Será que TI importa? Editora Gente. São Paulo, 2009.

SHAPIRO, Carl. A economia da informação: como os princípios econômicos sem aplicam na era da internet. Campus. Rio de Janeiro, 1999.

RUSLI, Evelyn. Adobe: “Go Screw Yourself Apple”. Techcrunch Website. Disponível em << http://techcrunch.com/2010/04/09/adobe-go-screw-yourself-apple-2/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+Techcrunch+%28TechCrunch%29 >> Acessado em 10 Abr 10, às 14h25.

KINCAID, Jason. Apple gives Adobe the finger with its new iPhone SDK agreement. Techcrunch Website. Disponível em << http://techcrunch.com/2010/04/08/adobe-flash-apple-sdk/ >> Acessado em 10 Abr 10, às 14h30.

BRIMELOW, Lee.  Apple Slaps Developers In The Face. The flash Blog. Disponível em << http://theflashblog.com/?p=1888 >> Acessado em 10 Abr 10 às 14h43.

E-Government

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 1 de abril de 2010

No blog do Professor Silvio Meira tem um artigo que assimila bem o poder da Economia da Informação quando estudada e empregada no contexto governamental apresentando o caso a renovação da carteira de habilitação no Reino Unido e no Brasil.

Além do texto, tem-se a discussão na Rádio CBN onde ele conta esta experiência.

Blog Dia a Dia… Bit a Bit – Silvio Meira: A carteira de motorista e a informatização do Caos

Rádio CBN – Bits da Noite – A informatização do CAOS.

Economia da Informação – Carl SHAPIRO, Hal R. VARIAN

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 20 de janeiro de 2010

Se fosse para definir um livro como bibliografia básica para iniciar estudos em economia da informação, este livro dos doutores Carl SHAPIRO e Hal R. VARIAN seria ideal.

O livro é uma bíblia para quem está entrando nesse segmento do Weightless World (mundo sem peso), pois, através de alguns postulados fundamentados em elementos da economia tradicional eles conseguem unir a elementos da tecnologia da informação.

Uma resenha mais detalhada foi escrita por João Azevedo e foi publicada na revista Econômica.

Resenha do livro.

Ebooks x Livros

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 16 de janeiro de 2010

No site do Estadão está hospedada uma entrevista com o escritor Paulo Coelho, que é o autor brasileiro mais vendido no mundo; onde ele chama atenção para o modelo de negócios que ele adotou para se popularizar sem perder público que foi de tornar público para download 20 de suas obras.

Paulo Coelho mantém um blog onde ele divulga pequenos pedaços de suas obras ainda em fase de editoração, pensamentos diversos, e támbem serve como canal de comunicação entre os seus leitores.

Partindo para uma pequena análise em Economia da Informação, Paulo Coelho foi muito feliz em sua observação mediante a questão de como a geração acostumada com o papel vai adaptar-se ao meio eletônico ele disse:

Assim como o teatro sobreviveu a tudo (cinema, televisão, etc.), o livro em papel também vai sobreviver. Mas o que estamos vendo no momento em diversos países do mundo, inclusive no Brasil? As livrarias independentes estão desaparecendo. O grande problema reside aí – não há nada que substitua uma boa livraria – pelo convívio, pela atmosfera, pela beleza. Não sei quanto tempo esta transição levará, bem menos do que imaginamos, e creio que a adaptação de todo o mercado será muito difícil. Por outro lado, o e-book tal como conhecemos hoje será em breve substituído pelos smartphones. Quando digo em breve, estou falando antes do final deste ano. E escrever para o formato do smartphone é muito difícil. O que me facilita muito é que tenho experiência com um blog diário no Brasil, e com o meu blog – textos curtos e diretos.

Aqui podemos observar logo de cara o fato de o livro ter alta base instalada e de altos custos de troca tornando lento e desvantajoso o processo de adaptação, mesmo se for por uma tecnologia superior, pois, mesmo com o advento dos smartphones e de e-readers, estes ainda não possuem a infinidade de bibliotecas como o formato impresso.

Outro aspecto a ser observado é o fato de ser mencionada a atmosfera do ambiente de uma livraria ou até mesmo em um clube de leitura, o qual permite um maior grau de sociabilização, fato esse produto da experiência do usuário onde nem mesmo os formatos digitais conseguem suprir essa necessidade humana de sentir o ambiente.