Economia da Informação

That’s all folks!

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 29 de janeiro de 2012

Caros leitores,

através de quase dois anos de atividade, o Economia da Informação vai encerrando as atividades. Foi um tempo de bastante aprendizado, bem como esse veículo surgiu para colocar em questão de que os meios informacionais possuem um valor ainda inestimado, seja por alguns setores do meio acadêmico, como pelo empresarial.

Foi apresentado em uma perspectiva parecida pelo livro Information Rules de Varian e Shapiro; no qual temos exemplos de como a Economia da Informação influencia em nossas vidas; seja no Vaporware (este feito com maestria pelo saudoso Steve Jobs), como nos casos de Locking Vendor e as mais diversas guerras de padrões que as indústrias da computação vem travando para montarem as suas estruturas de aprisionamento.

O blog vai serguir online, mas com a inclusão de posts mais reduzida.

Obrigado a todos!

FC

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Goldman Sachs cessará pedidos de compra de ações do Facebook, diz jornal

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 7 de janeiro de 2011

De TIINSIDE

A sondagem em busca de investidores para o Facebook chamou mais atenção do que o Goldman Sachs esperava. Segundo fontes próximas ao assunto informaram ao The Wall Street Journal, o banco de investimentos deve cessar o recebimento de pedidos de compra de ações da rede social nesta quinta-feira, 6, por, supostamente, terem aparecido interessados demais.

No fim de semana passado, o Goldman Sachs enviou e-mail para seus clientes na busca de interessados em comprar o equivalente a US$ 1,5 bilhão em ações do Facebook, que estuda abrir o capital no início do ano que vem. A operação, segundo fontes ligadas ao banco, elevará o valor de mercado da rede social para cerca de US$ 50 bilhões (veja mais informações em “links relacionados” abaixo).

De acordo com as fontes ouvidas pelo jornal americano, o banco de investimentos já enviou algumas informações preliminares sobre o Facebook aos maiores interessados na compra de ações. Pessoas que viram o documento disseram que o Facebook registrou receita de US$ 777 milhões e lucro líquido de US$ 200 milhões em 2009 – os dados do ano passado não foram revelados, mas especula-se que, com o crescimento do faturamento com publicidade, a receita do site chegue a US$ 2 bilhões, segundo as fontes.

Procurado pelo jornal, o Facebook se recusou a comentar os números tampouco os rumores de que vai abrir o capital.

 

A evolução e a decadência das redes pseudo-sociais

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 11 de outubro de 2010

Para quem é leitor assíduo de veículos de mídia ligados à computação e internet não deve ser difícil ver bons colunistas falando de computação como se fosse algo simples e trivial, algo que fosse comum a qualquer pessoa; o que de fato não é dado os crescentes números sobre as matriculas em cursos de computação e as evoluções em TIC’s no Brasil, não tem erro.

No que tange a nova coqueluche dos comentaristas e colunistas em tecnologia da informação e comunicação são as redes sociais e o seu crescimento ao redor do mundo, principalmente em terra brasilis.

Acontece que as redes sociais são ‘inovações’ (sic.) relacionadas quase que exclusivamente para o front end, ou seja, em nível de usuário, mas consistem em práticas simples de conectar pessoas, e torna-las expostas como em uma grande vitrine no qual possam colocar seu status, fotos, e demais informações; e é aí que entra o pulo do gato de como monetizar a coisa toda.

O que é interessante em nível de negócio nas redes sociais não são gadgets, ou applets relacionados a conectividade ou mesmo patrocínios, mas sim a venda de informações de seus usuários para as empresas.

O artigo do Pedro Dória retrata bastante o que essas redes pseudo-sociais (que como diria o colunista da’ Isto É’ e membro do ‘Manhattan Connection’ Ricardo Amorim, ‘aproxima os ‘distantes e separa os próximos’) e seus efeitos no sentido de que não são feitas para aproximar pessoas, mas sim é uma mistura de brechó social, com um parque de diversões estéreis.

Os amigos, os amigos dos amigos e os conhecidos

Por Pedro Doria

Paul Adams trabalha no Google. Cuida do desenho de interfaces de mídias sociais em projetos como Buzz e sites como YouTube. Recentemente, fez aos colegas de empresa uma apresentação sobre seus estudos. E publicou-a na web. Segundo Adams, as redes sociais estão mal construídas. Não entendem como as pessoas se relacionam na vida real. Para demonstrá-lo, usa o exemplo de uma moça que entrevistou. Debbie.

Criada em Los Angeles, na Califórnia, vive um tanto ao sul, em San Diego. Dá aulas de natação para crianças. Enquanto mostrava aos pesquisadores do Google como usa oFacebook, Debbie repentinamente deu-se conta de algo sério.

Alguns de seus amigos de LA, que trabalham num bar gay, costumam publicar fotos das noitadas em seus perfis. São fotos que, via sua página de perfil, seus jovens alunos conseguem ver. São pedaços de sua vida que Debbie não queria ver misturados e que, no entanto, estão.

Acontece de formas diferente com todos nós.

No caso de Debbie, ela tem quatro “redes sociais”. Seus amigos de LA, os de San Diego, seus alunos e sua família. Amigos de um grupo não necessariamente se encaixam no outro. Sites de relacionamento, no entanto, costumam tratá-los como um grupo único.

Adams recolheu estudos com pessoas em todo o planeta. Em média, temos, todos, algo entre quatro e seis grupos distintos de relacionamentos formados por entre duas e dez pessoas cada. “Amigo” não é a palavra certa para descrever 85% dessa gente. São conhecidos. Há, na verdade, laços fortes e fracos de relacionamento. Uma pessoa, qualquer pessoa, tem entre duas e seis outras pessoas com quem divide laços fortes.

E nosso universo de relações tênues não vai além de 150. Os grupos nômades humanos não passavam de 150 pessoas. As divisões do Exército Romano, idem. O perfil típico do Facebook e o número de editores máximo de artigos da Wikipedia chega ao mesmo número mágico.

Há um terceiro tipo de relação, a relação temporária, que a internet gerencia bem. É o sujeito de quem compramos algo num site de leilão, é o resenhista de um produto na loja virtual, a pessoa que nos ajuda a resolver um problema em algum fórum. A nota do resenhista, depoimentos de outros sobre esta pessoa,
nos ajudam a confiar ou não.

A rede também é competente para nos auxiliar com nossas relações fortes. No Skype, 80% das conversas de um indivíduo são sempre com as mesmas duas pessoas. Mesmo entre os mais jovens, é o e-mail, e não o site de relacionamentos, o veículo preferencial para comunicar algo para o amigo do peito.

A internet falha é no grupo do meio, aqueles 150 com quem temos alguma relação, mas não íntima. Falha de duas formas distintas. A primeira, porque não faz distinção entre os colegas de trabalho, os amigos do colégio, os pais e irmãos e a turma do fim de semana. A segunda, porque não deixa evidente
que os grupos estão misturados.

Foi o caso de Debbie quando, repentinamente, percebeu que o ato de fazer duns bons companheiros seus amigos no Facebook expôs seus alunos crianças a um lado de suas vida que queria privado. Os grupos, ali, estavam misturados. E, sem que ela se desse conta, expôs a ambos duas facetas suas.

Aí entra um pulo do gato: quanta gente não resmunga que, nas redes sociais, só tem pessoas falando sobre o que estão comendo? Acontece, de fato.E, sempre que alguém escreve sobre seu almoço, tem um público bastante específico em mente. Não se trata, evidentemente, de todos nossos ‘amigos’. Só um grupo que não foi devidamente separado do todo.

Atualizamos nosso status, nos sites de relacionamento, para gerenciar a maneira como somos vistos pelos outros. Para cultivar relações específicas. Para dividir com alguns informação que consideramos úteis. A informação que tornamos pública para uns, no entanto, não deveria ser pública para todos.

A apresentação de Adams está no Slideshare.com, basta fazer uma busca por seu nome. Foi a jornalista Gina Trapani quem a descobriu.Mas esta divisão entre grupos de amigos já foi posta em prática pelo Google, aqui mesmo, no Brasil. Resta saber se as mudanças implementadas no Orkut serão adotadas no Google
Me, a rede social que o gigante da internet está preparando para concorrer com o Facebook. É esperar para ver.

 

 

Apple domina cobertura nos EUA

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 1 de outubro de 2010

De Observatório da Imprensa

Um estudo do Projeto para Excelência em Jornalismo, do Pew Research Center, nos EUA, confirmou o que alguns especialistas de novas tecnologias já haviam apontado: a Apple é capaz de gerar uma quantidade excessiva da atenção da mídia. O estudo analisou a cobertura jornalística de tecnologia no país durante um ano e descobriu que 15,1% dos artigos eram sobre a Apple; 11,4% sobre o Google; e apenas 3% sobre a Microsoft.

Na opinião de Amy S. Mitchell, vice-diretora do Projeto para Excelência em Jornalismo, a Apple tem uma grande eficiência em chamar a atenção dos jornalistas, comparada às demais empresas, por transformar o lançamento de seus produtos, como o iPhone e o iPad, em grandes eventos. Ainda assim, Amy ficou surpresa com o domínio da cobertura pela companhia.

O estudo avaliou a cobertura de tecnologia de 52 jornais, emissoras e sites, de junho de 2009 a junho de 2010. A divulgação da nova versão do iPhone foi a segunda pauta mais comentada durante o período, representando 6,4% de toda a cobertura, e o lançamento do iPad, a quarta, com 4,6%. A Microsoft lançou uma nova versão de seu sistema operacional nos meses analisados, mas ficou com apenas 1% de toda a cobertura.

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FoxNews.com: Apple é uma religião e o Papa está assustado

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 30 de julho de 2010

Esse excelente artigo da TechCrunch ripado da FoxNews – a última rede de televisão jornalística que preste nos EUA diga-se de passagem – mostra uma analogia bem interessante sobre o fato da Apple torna-se uma religião em um futuro próximo devido a devoção de seus usuários.

O que é interessante de se colocar em pauta (além da ótima analogia que será abaixo inserida) é que a Apple que hoje de acordo com a Forbes é a marca mais valiosa do mundo, aproveitando-se principalmente de precificar, e, principalmente valorizar o design original de Steve Jobs.

A economia da informação se trata entre outras coisas em quantificar economicamente os ativos intangíveis (como por exemplo a experiência do usuário, versioning), e neste caso a Apple através de um aparato de propaganda quase que sufocante conseguiu chegar a um dos pontos mais altos do Vaporware, onde que para alguns (inclusive este postante) é nada mais do que a velha prática de vender fumaça, e ensacada por sinal.

Por mais que os produtos da Apple sejam revolucionários em seu conceito de touchscreen, não há como perceber que um gadget desenvolvido pela a empresa de Steve Jobs tornou-se um símbolo de um status de pessoa cult, pop ou até mesmo considerada ‘antenada’ (sic.) com a tecnologia; onde que na maioria dos casos as pessoas que compram esse tipo de aparelho com diversas opções de recursos multimídia, acabam usando no máximo 2 a 4 recursos; o que é pouco perto das possibilidades que o aparelho oferece. E em casos mais graves nos quais os geeks compram um aparelho com diversos tipos de limitações claras (iPad na ocasião do seu lançamento, que o próprio Jobs dizia que precisava de melhoramentos em suas configurações) ou com defeitos de natureza grave (as antenas e a limitação de recepção de sinal dos iPhone 4) poucas pessoas foram às lojas trocar o seu aparelho ou mesmo pedir manutenção; o que prova a tese de que muitos dos consumidores da Apple ao menos sabem o que vão fazer com o aparelho depois de adquirir.

Essa síndrome da obsolescência tecnológica auto-inflingida tem fundamentalmente como raiz o Vaporware puro e simples, exposto por um marketing de rede que muitas das vezes serve mais como desinformação, ao passo que se esconde atrás desse conceito de produtos ‘revolucionários’ (sic.) a agregação de um preço quase que absurdo  se for levado em conta a utilização útil dos gadgets da Apple.

Talvez isso não seja importante nesse exato momento, mas basta pensar na história das tulipas holandesas, e ver que esse é uma das origens das bolhas financeiras, a mesma que afundou a NASDAQ em 2000.

Fox News: Apple Is The New Religion And The Pope Is Scared

by MG Siegler

Jesus. Maybe literally.

Fox News has a long and illustrious history of saying some fairly outrageous things. A story today on FoxNews.com may be one of the best yet — certainly from a tech perspective.

The post entitled “For Apple Followers, It’s a Matter of Faith, Academics Say” argues that while people may joke about Apple being a religion (JesusPhone, etc), to some, it may actually be a religion. Better, they wonder if Apple shouldn’t pursue that path. Here’s Fox News’ keys as to why Apple is similar to a religion:

* Apple’s creation story epitomizes the humble garage origin of its technology — not unlike the humble manger of Jesus’ birth.
* Apple CEO Steve Jobs is perceived as a messianic leader who was fired but rose again to save the company.
* Apple has traditionally had an evil archenemy, the Devil, as represented first by Microsoft and now by Google.

Yes, Apple’s start in a garage is very similar to Christ’s birth.

They also note that the Pope is scared of such a religion because he once rhetorically asked if a savior was needed in a modern wired world. Clearly, that means Apple.

The story goes on to wonder if Apple — not some crazed Apple fanboys, mind you — might apply for religious status in the future. “Indeed, it would be interesting if Apple were to apply for such a status in the future.“

Naturally, the main impetus behind this farce is that the author can’t understand why people continue to buy iPhones even though they don’t work. Therefore, Apple must be a religion. “It’s not a matter of rationality, it’s a matter of faith,” the author argues.

Meanwhile, back on the planet Earth, the story remains the same. The iPhone 4 does indeed have an antenna issue, but it’s not a major issue in real world use. If it were a major issue, the millions of people who have bought the device over the past month would be returning it en masse. If something doesn’t work, you return it — it’s that simple. That isn’t happening.

So which argument makes more sense? Are the returns not flowing in because it’s really not a big deal — and overall the iPhone 4 is the best smartphone out there? Or is it because Apple is a religion?

Monopoly Wars (X) – Apple x Bella

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 1 de julho de 2010

Para quem não sabe o Bella é um site voltado ao público adulto que comercializa making offs de ensaios sensuais. Até aí nada demais, só que a Apple resolveu retirar o conteúdo do Bella da Apps da iTunes Store com a justificativa de conteúdo ofensivo e não apropriado para o seu portfólio de vendas.

Na Economia da Informação esse é um dos riscos do sistema proprietário que condiciona de forma compulsória o usuário a utilizar somente aquilo (o conteúdo) que a empresa de tecnologia quer. E entra o velho dilema: Depois que o aparelho for comprado, até onde vai o direito das empresas e onde entra o direito do consumidor? Veja mais um episódio de lock-in desencadeado pela a Apple e a resposta da Bella.

Apple imita a China

A multinacional Apple, já conhecida por não deixar que os donos de iPhones instalem o aplicativo que desejam em seu telefone, agora imita a censura chinesa e resolve definir o que é adequado ou “altamente inadequado ” – conforme palavras do vice-presidente da Apple, Phil Schiller, em entrevista ao The New York Times – aos usuários do aparelho. Ou seja, os donos de iPhone não podem decidir o que é adequado, pois a Apple já decidiu por eles. É como se o usuário comprasse um computador novo e a fabricante do equipamento só permitisse a instalação de aplicativos vendidos e liberados por ela.

Este fato derruba a liberdade de expressão, bem como a liberdade sexual – avanço que, em países civilizados, permite que cidadãos possam acessar todo tipo de conteúdo, seja sensual, erótico, pornográfico ou gay, de acordo com sua própria vontade.

Cinco mil empresas acreditaram na Apple e investiram tempo e dinheiro para lançar aplicativos na APP Store, inclusive seguindo os critérios obscuros do que é “adequado” para a companhia. Após isso, são repentinamente avisadas de que seus aplicativos foram retirados do ar, de forma totalmente arbitrária.

O mais curioso é que aplicativos da revista Playboy e calendários de mulheres seminuas da Sports Illustrated não foram retirados do ar. A explicação de Schiller para casos como estes seria de que se tratam de “empresas conhecidas com material publicado em formato de grande aceitação”. É como se os outros países também não possuíssem conteúdos de “grande aceitação”. Novamente, a Apple tomou a decisão sozinha.

Isto nos leva a questionar qual será o próximo passo da Apple. O bloqueio do Safari, seu navegador, para sites que a empresa considera inadequados?

A Apple precisa, enfim, adaptar-se ao mundo democrático. Precisa derrubar as barreiras que impedem a livre circulação de todos os aplicativos, o que inclui deixar para trás critérios subjetivos de aprovação de conteúdos e a obrigatoriedade da passagem pela Apple Store. Assim como fazem todos os fabricantes de computadores e de sistema operacional, a empresa deve sim liberar em sua loja os APPs com conteúdo sensual, pornográfico ou gay.

Alexandre Peccin

CEO – Bella da Semana

Monopoly Wars (VIII) – Adobe x Apple

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 25 de junho de 2010

Em uma rápida passada no site da Wired, há uma curiosa propaganda da Adobe.

Para entender onde isso começou clique aqui.

Monopoly Wars (V) – International Trade Comission x Apple

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 18 de junho de 2010

E lá vai a Apple…

Direto de TINSIDE

TC abre investigação contra a Apple

A Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (ITC, na sigla em inglês) abriu investigação contra a Apple por suposta quebra de patentes de tecnologias da fabricante taiwanesa High Tech Computer (HTC) utilizadas no iPod, iPhone e iPad.

Em comunicado, a ITC afirmou que iniciou a investigação de “determinados dispositivos eletrônicos portáteis e software relacionados”. A medida refere-se a uma ação impetrada pela HTC contra a Apple, na qual alega que a empresa de Steve Jobs utiliza de maneira ilegal cinco tecnologias de sua propriedade.

Com a ação, a HTC quer que o governo dos EUA proíba a venda e a importação do iPod, iPhone e iPad em todo o país. O processo foi uma resposta à Apple, que no início de março entrou com um processo contra a da fabricante taiwanesa sob a alegação de que ela havia infringido mais de 20 patentes envolvendo arquitetura interna, design e hardware do iPhone em seus smartphones.

Anonimato na Web e Megalomania Digital – Por Pedro Dória

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 6 de junho de 2010

Para fechar o final de semana, dois ótimos tópicos do Pedro Dória.

Mais um capítulo na história da megalomania digital

[…]Mark Zuckerberg quer dominar a internet. Seu plano tem método e se ancora na identidade de cada um.

Há quase meio bilhão de pessoas que usam o Facebook com frequência. Estão entre os usuários mais ativos da internet. O Facebook sabe quem são os amigos destas pessoas, conhece seus hábitos de consumo e suas preferências culturais. Conforme mais e mais sites de serviço se aliam ao Facebook, mais o Facebook saberá sobre nossas vidas. E esta informação estará a venda.

O Facebook quer chegar ao ponto em que se alguém sabe quem é quem na internet, se uma única empresa sabe como vender o que para cada um de nós, será ele próprio. A identidade digital de todos nós será um perfil no Facebook.
Mark Zuckerberg não é o primeiro a querer dominar a internet. É só o último de uma história comprida que só. E o conceito de o que é “dominar a internet” tem variado um bocado.[…]

Uma questão complicada: o anonimato na internet

[…]Os ataques da turma do canal 55chan.org mobilizaram um bocado as conversas por aqui no Link, durante a última semana (leia abaixo). Não tanto pelas ameaças ao site, muito pela covardia com que trataram uma das repórteres da equipe. Num caderno que finca os dois pés na premissa de que as liberdades da rede precisam ser defendidas, situações extremas como esta nos faz pensar.

Defender a liberdade na internet é a cara do Estado de S. Paulo. Trata-se de um jornal liberal, fundado para defender a Abolição e a República Democrática num tempo em que nem um, nem o outro, existiam no Brasil.

Isto que fazemos aqui no Link e no Estadão.com.br uma semana após a outra é a extensão daqueles mesmos princípios do século 19 no século 21.

Quando pessoas fazem ameaças grotescas e públicas, no entanto, precisamos nos perguntar: o que é liberdade?

Meus colegas de Link são árduos defensores do anonimato na internet. Creio que não divido a certeza deles[…]

Monopoly Wars (VI) – Apple x Adobe

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 1 de maio de 2010

E a briga pela a base instalada e pelos padrões não tem fim…

Essa semana, aos moldes dos livros do Vereador Gabriel Chalita e do Padre Fabio de Melo, o Steve Jobs escreveu uma carta aberta sobre os problemas de incompatibilidade e a recusa da utilização do formato Flash para os gadgets da Apple. E menos de dois dias o CEO da Adobe Shantanu Narayen respondeu a singela cartinha de Jobs. Acompanhemos essa batalha pela a base instalada, através das palavras dos dois personagens.

Carta de Steve Jobs – por Olhar Digital

[…]Eu quis colocar às claras algumas das nossas opiniões a respeito dos produtos Flash da Adobe, para que os clientes e os críticos possa entender melhor porque nós não permitimos o Flash nos iPhones, iPods e iPads. A Adobe afirmou que nossa decisão foi baseada apenas na visão de negócios – eles dizem que queremos proteger nossa App Store – mas, na realidade, ela é baseada em critérios de tecnoclogia. A Adobe alega que nós somos um sistema fechado, e que o Flash é aberto, mas de fato, é justamente o contrário. Deixe-me explicar.

Em primeiro lugar, há o “Aberto”.

Os produtos Flash da Adobe são 100% proprietários. Eles só estão disponíveis por meio da Adobe, e a Adobe sozinha é quem decide seus futuros aprimoramente, preços, etc. Ainda que eles estejam amplamente disseminados, isso não significa que sejam abertos, já que são controlados completamente pela Adobe e disponíveis apenas por seu intermédio. Sob praticamente todas as definições, o Flash é um sistema fechado.

A Apple tem muitos produtos proprietários também. Ainda que o sistema operacional para o iPhone, iPod e iPad seja proprietário, nós acreditamos firmemente que todos os padrões para a Web devem ser abertos. Em vez de usar o Flahs, a a Apple adotou HTML 5, CSS e JavaScript – todos padrões abertos. Todos os aparelhos móveis da Apple saem de fábrica com com a alta performance e o baixo consumo de energeia possibilitado por esses padrões abertos. HTML 5, o novo padrão da Web adotado pela Apple, Google e muitos outros,permite aos desenvolvedores criar gráficos avançados, tipologia, animações e transições sem depender de plug-ins para browsers de terceiros (como o Flash). O HTML 5 é completamente aberto e controlado por um comitê de padronização, do qual a Apple faz parte.[…]

[…]Em segundo lugar, “A Web Integral”

A Adobe disse repetidas vezes que os dispositivos móveis da Apple não conseguem acessar a Web em sua plenitude porque 75% do video na Web está em Flash. O que eles não dizem é que quase todo esse vídeo também está disponível num formato mais moderno, o H.264, e visível nos iPhones, iPods e iPads. O YouTube, que concentra cerca de 40% do vídeo online, brilha por meio de um aplicativo embarcado em todos os dispositivos móveis da Apple, com o iPad oferecendo provavelmente a melhor experiência de visualização do YouTube de todos os tempos. Agregue a isso os vídeos do Vimeo, Netflix, Facebook, ABC, CBS, CNN, MSNBC, Fox News, ESPN, NPR, Time, The New York Times, The Wall Street Journal, Sports Illustrated, People, National Geographic, and muitos, muitos outros. Os usuários do iPhone, iPod e iPad não estão perdendo muito vídeo. Em terceiro lugar, “confiabilidade, segurança e performance”

A Symantec recetemente chamou a atenção para o fato do Flash ter tido um dos piores registros de segurança em 2009. Nós também sabemos que o Flash é a causa número um para “paus” nos Macs. Nós temos trabalhado com a Adobe para corrigir esses problemas, mas eles persistem já há vários anos. Nós não queremos reduzir a confiabilidade e a segurança dos nossos iPhones e iPads ao adicionar o Flash.[…]

[…]Em terceiro lugar, “confiabilidade, segurança e performance”

A Symantec recetemente chamou a atenção para o fato do Flash ter tido um dos piores registros de segurança em 2009. Nós também sabemos que o Flash é a causa número um para “paus” nos Macs. Nós temos trabalhado com a Adobe para corrigir esses problemas, mas eles persistem já há vários anos. Nós não queremos reduzir a confiabilidade e a segurança dos nossos iPhones e iPads ao adicionar o Flash.[…]

[…]Em quarto lugar, “ a duração da bateria”

Para conseguir fazer a bateria durar mais ao exibir vídeo, os dispositivos móveis precisam usar o hardware para decodificar o vídeo; decodificar em software requer muita energia. Muitos dos chips usados nos dispositivos móveis modernos têm um decodificador chamado H.264 – um padrão que é usado em todos os Blu-ray players e que foi adotado pela Apple, pelo Google (YouTube), Vimeo, Netflix e muitas outras companhias.
[…]

[…]Em quinto lugar, “ o Toque”

O Flash foi desenhado para PCs usando mouses, não para telas sensíveis ao toque. Por exemplo, muitos Websites em Flash se apóiam em “roll overs”, que abrem janelas pop-up ou outros elementos quando você posiciona o cursor sobre um lugar específico. A revolucionária interface multi-toque da Apple não usa mouse, e não há espaço para um “roll over”. A maioria dos sites que usam Flash terão de ser reescritos para se adaptar a dispositivos sensíveis ao toque. Se os desenvolvedores precisarão reescrever os Websites, por que não usar uma tecnologia moderna, como o HTML 5, CSS e JavaScript?[…]

[…] Em sexto lugar, a “ mais importante razão”

Além do fato do Flash ser fechado e proprietário, ter grandes atrasos técnicos e não suportar dispositivos sensíveis ao toque, há uma outra e ainda mais importante razão para não permitirmos o Flash nos iPhones, iPods e iPads. Nós discutimos os apectos negativos de usar o Flash para vídeo e conteúdo interativo para os Websites, mas a Adobe também quer que os desenvolvedores adotem o Flash para criar aplicativos que rodem em nossos dispositivos móveis.[…]

[…]Conclusões

O Flash foi criado durante a era dos PCs –para PCs e mouses. O Flash é um sucesso empresarial para a Adobe, e nós conseguimos entender porque eles querem levá-lo além do mundo dos PCs. Mas, a era móvel tem a ver com dispositivos de baixo consumo de energia, interfaces táteis e padrões abertos para Web – todas áreas que o Flash não atende.

A avalanche de produtores de mídia que oferecem seus conteúdos para os dispositivos móveis da Apple mostra que o Flash não é mais necessário para assistir vídeos ou consumiro qualquer tipo de conteúdo da Web. E os 200.000 aplicativos da App Store provam que o Flash não é necessário para que milhares de desenvolvedores criem aplicativos graficamente ricos, incluindo games.

Novos padrões abertos criados na éra móvel, como o HTML 5, vão predominar nos dispostivos móveis (e nos PCs também). Talvez a Adobe devesse focar mais em criar grandes ferramentas HTML 5 para o futuro, e menos em criticar a Apple por deixar o passado para trás.

Steve Jobs

Abril de 2010
[…]

Entrevista do Shantanu Narayen ao Wall Street Journal