Economia da Informação

Bubble Patent

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 21 de agosto de 2011

Dois ótimos artigos sobre a bolha por volta das patentes de tecnologia.

Welcome to the patent valuation bubble 

Relembrar é viver – Bolha Imobiliária em Brasília

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 24 de julho de 2011

Postado originalmente em 13/5/2010

Se eu puder dar um conselho a alguém é: não compre imóvel em Brasília, não está na hora de comprar, você não vai fazer um bom negócio e nem vai ficar rico investindo em imóveis. Tenho certeza que vários investidores/especuladores amadores e pessoas que não entendem nada de mercado irão me ridicularizar. Tenho até evitado comentar neste assunto em rodas de amigos porque as pessoas estão cegas e acreditam que os imóveis continuarão valorizando ao ritmo de 20 a 30% ao ano, descontada a inflação. Isso é impossível.

A lógica não permite esse tipo de acontecimento. Qualquer desvio exagerado na curva de preços de mercado de um determinado bem tende a recuar, ou seja, a bolha vai estourar.

Porque acredito nisto:

1) A razão aluguel/preço do imóvel, que dá o indicativo de valor de um imóvel, deve ser próxima a 1%. Moro em um apartamento na Asa Sul e pago R$ 1.500,00 de aluguel (contrato novo, com menos de 6 meses, ou seja, valor atualizado). O valor venal do imóvel, segundo os classificados e a imobiliária é de R$ 620.000,00. O imóvel tem 50 anos, 2 quartos e 96m2. Pago menos que 0,25% (mais precisamente 0,24%). Ou seja, 413 meses de aluguel correspondem ao valor do imóvel (pouco mais de 34 anos). Os entendidos do assunto dizem que vale a pena comprar um imóvel quando o valor do aluguel seria suficiente para comprá-lo em 10 a 12 anos. Brasília está fora da realidade. Seria razoável pagar até R$ 250.000,00 no apartamento que estou morando, mais que isso é loucura e jogar dinheiro fora. Este cálculo vale para qualquer imóvel em Brasília. Os valores variam de 0,2% a 0,4%. É muito melhor pagar aluguel em Brasília e esperar a bolha estourar.

2) Se você acha que pegar um financiamento é vantajoso, com nossas pequenas taxas de juros (de 10 a 15%) ao ano mais T.R., vá fundo. Graças ao excesso de crédito, além de pagar altíssimos juros você estará contribuindo para inflar os preços, só que uma hora este crédito será cobrado ou irá ficar mais restrito e aí você vai descobrir que o apartamento de 500 mil que você comprou não vale mais isso tudo e a sua dívida é muito maior que o valor do apartamento. Mas se você acha que essa é a hora, vá fundo e boa sorte.

3) Quanto mais crédito maior o preço. O crédito imobiliário está crescendo a taxas anuais altíssimas no Brasil, causando um verdadeiro boom de construções, não só em Brasília, em todos os municípios. Isto faz com que haja uma demanda artificial e que fatalmente será interrompida com a escassez do crédito. Com a economia crescendo tudo é muito bonito e muito fácil. Vocês acham que o Brasil irá crescer para sempre ou que uma hora a nossa dívida pública será cobrada (ela não pára de crescer)?

4) Quantas pessoas você conhece que estão comprando apenas para especular? Eu conheço várias. Pessoas que estão jogando na loteria, mas se dizem especialistas, porque acreditam que irão eternamente comprar o ágio por 50.000 e vendê-lo por 100.000 ou 60.000 ou muito mais. Pessoas que se não conseguirem vender o ágio pelo valor que pagaram não terão dinheiro para pagar as parcelas e as chaves do imóvel. Ou seja, apostadores (alguém se lembra do avestruz master ou das fazendas boi gordo, ou da Amway ou do Herbalife, semelhança ou coincidência?).

5) Vocês acham que de repente o Brasil descobriu que nunca foi pobre e virou rico. Terão um belo susto em breve. A dívida pública bruta está em níveis altíssimos e não pára de crescer.

6) Olhe para Águas Claras e veja quantos edifícios estão sendo construídos. Não temos demanda para tudo isso. Olhem a noite quantos apartamentos estão vazios, com as luzes apagadas, pois seus donos não querem nem alugá-los, apenas querem ver a valorização de 25% ao ano infinitamente (vão levar um belo susto em breve). Estamos tendo um excesso de construções e isso irá cobrar seu preço no futuro, principalmente dos que comprarem imóveis no auge do boom (de 2009 em diante).

Mas, se você não acredita em mim, acredite então nestas pessoas:

1) Corretores: se o seu salário dependesse de quantos negócios você fecha você estaria preocupado com a qualidade dos mesmos? Os corretores vivem de comissões sobre compra e venda. Eles não estão interessados se você vai fazer um bom negócio, ele está interessado se você vai fazer um negócio, e apenas isso. O corretor fala ao mesmo tempo para o vendedor que é a melhor hora de vender e para o comprador que é o melhor momento para comprar. Incoerente não. Faça o teste. Converse com um corretor. Ele é uma pessoa que irá buscar o negócio (e não o melhor negócio) a qualquer custo, ele vive disso.

2) Jornais e revistas: Estes sim irão ser sinceros. Totalmente desinteressados. Vejam as matérias nos jornais: compre imóvel, o melhor negócio. Dinheiro garantido, e outros blá, blá, blá. Todas as matérias pagas. Vejam só quantos anúncios de imóveis há num jornal. É daí, e não das vendas, que vem o sustento destes periódicos. Não se enganem, se eles falarem mal do mercado de imóveis as construtoras deixarão de anunciar neles. Eles nunca farão isso.

3) O Governo: o Governo, altamente corruptível e financiado pelas construtoras, além de fazer propaganda de imóveis com programas públicos altamente desfavoráveis a população está liberando crédito “a rodo” para o setor imobiliário. Primeiro porque está enriquecendo seus financiadores de campanha. Segundo porque gera empregos (de baixa qualificação e que irão acabar quando a bolha estourar). Terceiro porque o cidadão que financiou 100% ou 90% do imóvel, pagando 3 ou 4 vezes o preço que o mesmo vale, acredita ter virado proprietário e fica feliz da vida(ele acha mesmo que é o dono, e não a Caixa Econômica Federal, mas o povo vive de status e precisa ter um imóvel mesmo).

4) Os bancos: bom, os gerentes ficam felizes da vida ao te empurrar um empréstimo imobiliário com juros altíssimos para os padrões mundiais. Primeiro porque os mesmos tem metas de vendas de empréstimos, segundo porque te fidelizam ao banco por 20 a 30 anos e terceiro porque banco vive de juros, principalmente os decorrentes de empréstimos seguros, com imóvel em garantia. Não possuem imparcialidade nenhuma.

5) Proprietários de imóveis ou os filhos deles: estes nunca acreditarão que vivemos numa bolha, pois estão virando “milionários” sem fazer força. Pessoas que compraram imóveis ou ganharam estão achando que são ricas, pois acreditam que a bolha irá durar pra sempre. Nunca irão admitir que os preços são irreais. Ah, uma coisa engraçada, no prédio em que vivo os carros, em sua maioria, não são novos, mas os proprietários dos imóveis acham que são “milionários” só por possuir um apartamento.

As mentiras que as pessoas contam:

1) Imóveis nunca caem de preço: vou apenas usar 2 exemplos – Estados Unidos em 2007 (queda no preço em várias cidades) e Japão na década de 90 (até hoje os imóveis não chegaram ao valor daquela época, na qual viviam em uma bolha). Quem tiver interesse pode pesquisar mais a respeito. Há inúmeros casos.

2) Aluguel é dinheiro jogado fora: depende, como falei no início, se você paga 1% ou mais de aluguel pode estar jogando dinheiro fora mas se você paga menos de 0,8% como eu está no lucro, pois gasta menos com aluguel do que com o juro do financiamento. E se economizar ainda irá comprar com folga no futuro.

3) O Governo está incentivando a compra da casa própria: não a da minha, pois ao jorrar dinheiro em forma de subsídios do minha casa minha dívida e nos financiamentos imobiliários só está fazendo uma coisa, inflando a bolha de preços.

4) Há um déficit habitacional enorme em Brasília: primeiro que sempre houve e mesmo assim os preços não estavam irreais como hoje, segundo que para a classe média e para a classe alta não há déficit, há até excesso de oferta. O que segura o preço são os especuladores e o crédito fácil.

5) Eu preciso de um imóvel: para vencer na vida a pessoa precisa comprar um imóvel. Eu não, você precisa? Eu não vou viver apertado por 30 anos só para dizer que tenho um imóvel, prefiro pagar aluguel e esperar o preço voltar ao normal.

Abraços a todos

A manufatura das TIC

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 24 de julho de 2011

Strategy Business – Social Appnomics

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 26 de junho de 2011

 

 

 

 
Um interessante ensaio sobre os aplicativos de redes sociais.

Strategy Business – Social Appnomics

Ecossistema Fechado

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 26 de março de 2011

Uma ótima aula sobre Ecossistemas de Negócios.

Direto de WALL STREET JOURNAL

Apple CEO Jobs to Testify in Antitrust Suit

By IAN SHERR

Apple Inc. Chief Executive Steve Jobs has been ordered to answer questions in an antitrust lawsuit over his company’s iPod music players.

In a Monday filing, Magistrate Judge Howard Lloyd of the District Court for the Northern District of California in San Jose said Jobs may be questioned for up to two hours over allegations that a software update to the Cupertino, Calif.-based company’s iPod music players made them inoperable with music purchased from RealNetworks Inc.’s music store.

“The Court finds that Jobs has unique, non-repetitive, firsthand knowledge,” Judge Lloyd wrote in his order.

Apple spokeswoman Kristin Huguet declined to comment. A lawyer representing consumers didn’t immediately respond to a request for comment.

A group of consumers, led by Thomas Slattery, sued Apple in 2005, saying Apple created a monopoly with its iPod portable music player and iTunes store. At the time, Apple used a proprietary software, called “FairPlay,” that allowed iPods only to play music purchased from Apple’s iTunes music store. That restriction also kept music from competing music stores from playing on iPods, the consumers said.

“Although a number of competing legal online sellers of digital files exist, Apple has rigged [the iPod] so that only online digital music files purchased from Apple’s iTunes store, to the exclusion of all other online music files purchased from any other online store, can be directly played on the iPod,” the consumers said in their initial filing that accused Apple of running a monopoly.

The FairPlay software was ostensibly created to prevent music piracy, Judge Lloyd said in his filing.

The ruling, which was earlier reported by Bloomberg News, comes as Apple has engaged in multiple lawsuits regarding its mobile devices, their operating software and even the company’s trademark—”App Store”—for downloading programs.

Mr. Jobs remains on medical leave. His most recent medical leave was announced Jan. 17, but Mr. Jobs has attended a dinner with President Barack Obama and headlined Apple’s unveiling of the iPad 2 tablet computer.

 

Bolha Tecnológica

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 5 de março de 2011
Tagged with:

Ecossistema de Negócios da Apple

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 19 de fevereiro de 2011

Um pequeno exemplo extraído de TIINSIDE. Vai um iPhone aí ?

He-Man manda o recado para aqueles que apostam IPO do Facebook

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 5 de fevereiro de 2011
Tagged with:

A internet volta à Bolsa

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 24 de janeiro de 2011
Tagged with:

Internet enfrenta novo risco de bolha, dizem especialistas

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 22 de janeiro de 2011

Direto de FOLHA

O otimismo excessivo dos investidores em torno de empresas de internet aponta para os riscos de o mundo viver uma nova bolha pontocom.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, a valorização que empresas como Facebook, LinkedIn e Groupon ganharam nos últimos meses é um dos principais indicadores do fenômeno.

“Estamos na iminência de IPOs [oferta inicial de ações, na sigla em inglês] promissores, mas ao mesmo tempo perigosos. Algumas empresas têm seu valor de mercado calculado com base em métricas remanescentes da época da bolha pontocom”, diz Greg Sushinsky, investidor do Vale do Silício há 20 anos.

O Facebook é o exemplo mais gritante de valorização exacerbada semelhante à que aconteceu no fim dos anos 1990 e início de 2000.

Em pouco tempo, a rede social popularizada nos corredores da universidade americana Harvard em 2004 foi alçada à condição de uma das empresas mais valiosas da internet.

O valor de mercado, estimado em US$ 50 bilhões, ultrapassou, por exemplo, o do maior site de leilões virtuais do mundo, o eBay, e o do portal Yahoo! somados.

A proporção sobre o que se especula ser o resultado anual da empresa -faturamento de US$ 1,5 bilhão e lucro de US$ 500 milhões- é de cem vezes.

“Ao contrário do Google, ainda não está claro o modelo de negócios para o Facebook sair do estágio inicial. Não sabemos como ele conseguirá ampliar as receitas para justificar sua valorização, que no caso de um IPO pode subir mais”, afirma.

O Google abriu o capital em 2004 e, antes mesmo de o IPO acontecer, já dava sinais concretos para os investidores de quais os negócios poderiam sustentar sua receita nos anos seguintes.

O Facebook ainda não tem esse nível de informação divulgada e, apesar disso, especula-se que a abertura de capital aconteça em 2012.

OUTROS EXEMPLOS

A rede social corporativa LinkedIn e o site de compras coletivas Groupon são outros dois exemplos de valorização expressiva nos últimos anos.

O LinkedIn tem valor de mercado estimado em US$ 2 bilhões, e o Groupon registra crescimento meteórico. Foi criado em novembro de 2008 e já chega a US$ 7,8 bilhões.
Apesar da preocupação com uma nova bolha, as empresas estão mais preparadas do que as de 2000.

“As companhias que buscam IPO hoje estão num estágio muito mais inovador. Elas têm plataformas, e não apenas websites sem nenhum modelo de negócios”, diz Paul Bard, analista da Renaissance Capital, especialista em abertura de capital.

Resta saber, segundo os analistas, se alguma dessas promessas iminentes de IPO vai se converter no falido Second Life.

A rede que prometia uma segunda vida, criada há oito anos, chegou ao ápice entre 2005 e 2006, com quase 5 milhões de usuários e centenas de empresas criando ilhas virtuais para fazer negócios.

Sem conseguir provar sua verdadeira relevância, a “bolha Second Life” murchou aos poucos e o que prometia acumular bilhões de dólares em valorização não passou de pó.