Economia da Informação

O futuro dos livros por Umberto Eco

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 14 de agosto de 2011

Excelente artigo.

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O Perigo dos Ebooks por Richard Stallman

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 8 de agosto de 2011

Apesar de manter algumas diferenças notórias a doutrina do Software Livre pregada pelo Sr. Stallman, tenho que reconhecer que essa preocupação é muito relevante.

O Perigo dos Ebooks – Richard Stallman

Em uma época onde o negócio domina nossos governos e escreve nossas leis, todo avanço tecnológico oferece ao negócio uma oportunidade de impor novas restrições ao público. Tecnologias que poderiam nos dar poder são utilizadas, de outra forma, para nos acorrentarem.

Com livros impressos:
 ·     Você pode comprar um com dinheiro anonimamente.
·      Então você se torna proprietário dele.
·      A você não é exigido assinar uma licença que restringe seu uso.
·      O formato é conhecido, e nenhuma tecnologia proprietária é exigida para você ler o livro.
·      Você pode doar, emprestar ou vender o livro para alguém.
·      Você pode, fisicamente, escanear e copiar o livro, e isso será legal em alguns casos, considerado o copyright.
·      Ninguém tem o poder de destruir o seu livro.

Compare isso com os ebooks da Amazon (que são bastante típicos)

·      A Amazon exige que os usuários se identifiquem para obterem um livro.
·      Em alguns países, a Amazon afirma que o usuário não é o proprietário do livro.
·      A Amazon exige que o usuário aceite uma licença restritiva para utilizar o livro.
·      O formato do livro é secreto, e somente um software proprietário e restritivo para o usuário pode permitir sua leitura.
·      Um tipo de “empréstimo” é permitido para alguns livros, por um tempo limitado, e somente para usuários especificados pelo nome, que utilizem o mesmo leitor de ebooks. Doações e vendas não são permitidas.
·   Copiar um ebook é impossível devido às restrições impostas pelo Gerenciamento de Restrições Digitais (DRM) no sistema e proibido pela licença concedida, o que é mais restritivo que a lei de copyright.
·      A Amazon pode remotamente deletar o ebook do usuário utilizando um artifício de software que se encontra no ebook. Isso aconteceu em 2009 quando deletou milhares de copias do livro de George Orwell, 1984.

Basta apenas um desses itens acima para tornar esses ebooks  um retrocesso em relação aos livros impressos. Nós devemos rejeitar ebooks que nos negam liberdade.

As companhias de ebooks dizem que nos negar nossas liberdades tradicionais é necessário para que possam continuar a ter recursos para pagarem aos autores. O sistema atual de copyright tem um papel lamentável em relação a isso, é muito mais voltado para apoiar as companhias do que o usuário. Nós podemos dar apoio aos autores de outras formas que não imponham restrições à nossa liberdade, e que também legalizem o compartilhamento de livros. Dois métodos que eu sugeri, são os seguintes:

·      Distribuir recursos dos impostos para os autores com base na raiz cúbica de suas popularidades (http://stallman.org/articles/internet-sharing-license.pt.html).
·      Projetar leitores de ebooks de tal maneira que os leitores possam enviar anonimamente pagamentos voluntários.

Ebooks não precisam ameaçar a nossa liberdade (os ebooks do projeto Gutemberg não a ameaçam). Mas eles ameaçarão se as companhias assim o decidirem. Depende de nós evitarmos isso. A luta já começou.

Copyright 2011 Richard Stallman
Released under Creative Commons Attribution Noderivs 3.0.

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Google… Don’t be evil…

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 26 de março de 2011

Contando Histórias 2.0: A morte digital do autor

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 17 de dezembro de 2010

Popularidade de e-readers faz crescer pirataria de e-books

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 23 de outubro de 2010

Livros em PDF já é uma realidade, e as editoras ainda não se aprontaram para um novo modelo de negócio que minimize as suas perdas.

A pirataria de e-books se dá principalmente no alto valor dos impostos sobre livros (em especial o envio) e a intermitente mania das editoras em salgarem os preços, esquecendo-se do que o Chris Anderson proclama em The Long Tail onde o ideal não é você ganhar na escala, mas sim no nicho; onde, estes estão muito mais propensos a pagar serviços como a tradução e a editoração, bem como demais melhorias nos livros.

Com os e-books ainda fica mais fácil implementar um novo modelo de negócios ( já explorado pelo o Kiddle) de links interativos durante o texto, o que enriqueceria e muito a experiência da leitura.

de OLHAR DIGITAL

Popularidade de e-readers faz crescer pirataria de e-books

Relatório aponta que são feitas entre 1.5 e 3 milhões de buscas diárias por e-books piratas no Google

Terça-feira, 19 de outubro de 2010 às 13h14

A popularidade de leitores de e-books cresce a cada dia e, ao mesmo tempo, tem aumentado também a pirataria dos livros virtuais. De acordo com um estudo recente, até 3 milhões de pessoas baixam diariamente livros piratas.

A Attributor, uma empresa de soluções de monitoramento e antipirataria, autora do estudo, analisou o volume de downloads de e-books piratas entre junho de 2008 e junho de 2010, focando-se principalmente em sites de compartilhamento – como é o caso do RapidShare, Hotfile e MegaUpload.

A partir dos dados analisados, a empresa percebeu que houve crescimento de mais de 50% nas buscas por downloads de conteúdo pirata durante o ano passado. No Google, por exemplo, há entre 1.5 e 3 milhões de buscas diárias por e-books piratas.

No entanto, a pirataria de e-books vem se focando menos em grandes sites de hospedagens e se movendo para sites menores e até mesmo para especializados em pirataria de e-books.

Desde agosto de 2009, foi identificado aumento de 54% em downloads de e-books piratas e, com a ampla disponibilidade do iPad em meados de maio deste ano, os downloads cresceram 20%.

Durante o estudo, o maior número de buscas por e-books piratas veio dos Estados Unidos (11%) e Índia (11%), seguidos pelo México.

Sites de hospedagem de torrents, como o PirateBay, não foram analisados. A pesquisa completa (em pdf) pode ser acessada no site da empresa.

Lya Luft – Livro Eletônico

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 25 de setembro de 2010

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Kindle já conta com 700 mil títulos de livros nos EUA

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 25 de setembro de 2010

Direto de TIINSIDE

O número de títulos da loja virtual de livros para o Kindle, leitor eletrônico do site de vendas Amazon, vem apresentando crescimento acelerado nos últimos meses. Em comunicado nesta quinta-feira, 23, a companhia de comércio eletrônico anunciou que já existem 700 mil livros virtuais nas estantes do e-reader.

Não há como calcular qual é a maior loja de e-books do mundo, já que algumas levam em consideração livros gratuitos, editados antes de 1923 e não submetidos à lei de direitos autorais americana, por isso mostram números próximos a 1 milhão de títulos. O número de títulos apontados pelo Kindle, porém, considera apenas os livros vendidos.

Em abril, a loja de livros eletrônicos da Amazon contava com 500 mil nomes, o que representa um aumento de 40% no número de livros em menos de cinco meses. A versão britânica da loja, por exemplo, que responde a outras leis autorais, tem “apenas” 400 mil títulos, segundo a Amazon. Com informações do TechCrunch.

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Nicholas Negroponte: O livro físico está morto em 5 anos

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 7 de agosto de 2010

Direto de Techcrunch

Today at the Techonomy conference in Lake Tahoe, CA, CNBC’s Maria Bartiromo sat down with a panel including Bill Joy, Kevin Kelly, Nicholas Negroponte, and Willie Smits. The topic was basically the future of technology. And Negroponte had the most interesting (or at least the most controversial) thing to say.

The physical book is dead, according to Negroponte. He said he realizes that’s going to be hard for a lot of people to accept. But you just have to think about film and music. In the 1980s, the writing was on the wall that physical film was going to die, even though companies like Kodak were in denial. He then asked people to think about their youth with music. It was all physical then. Now everything has changed.

By “dead,” he of course doesn’t mean completely dead. But he means that digital books are going to replace physical books as the dominant form. His argument is related to his One Laptop per Child Foundation. On those laptops, he can include hundreds or thousands of books. If you think about trying to ship that many physical books to the emerging world for each child, it would be impossible, he reasons.

“People will say ‘no, no, no’ — of course you like your libraries,” Negroponte said. But he cited the report that sales of books for the Kindle recently surpassed sales of hardcover books.

“It’s happening. It not happening in 10 years. It’s happening in 5 years,” he said.

EI: Então tá né Nicholas! Quero ver você fazer esses laptops chegarem na Moldávia, Bolívia, Angola, Serra Leoa, ou aqui no interior do Brasil.

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Estadão: Aprendendo com os piratas

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 1 de maio de 2010

Direto de ESTADÃO ONLINE

Aprendendo com os piratas
Pesquisador que levantou a história da pirataria diz que discurso libertário pela cultura livre é secular e Google Books pode mudar a forma como entendemos o direito autoral

Por Rafael Cabral

[…]O historiador Adrian Johns, da Universidade de Chicago, acha que falta perspectiva histórica tanto àqueles que odeiam as redes P2P quanto para os defensores da cultura livre. Autor do mais completo estudo já publicado sobre o surgimento e a consolidação da pirataria, Piracy – The Intellectual Property Wars From Gutenberg to Gates (um calhamaço de 636 páginas lançado no começo do ano nos EUA), o professor acha que só é possível entender a revolução que a internet trouxe para os direitos autorais olhando as raízes das cópias ilegais e falsificações, que datam do século 17. Ao Link, Johns falou sobre o passado e o futuro da pirataria.

Quais os debates atuais que podem mudar a maneira como pensamos a pirataria?

Eu destacaria a briga em torno do Google Books, que retoma uma série de questões já levantadas, mas que até então não passavam de especulações. A maior delas tem a ver com fazer que o conhecimento produzido há milênios seja acessível no futuro para muito mais gente. O plano do Google de digitalizar todo esse conteúdo – e obviamente lucrar com isso –, só tem o copyright como barreira. Esse pode ser o mais importante caso jurídico de copyright na história dos EUA. Pode acabar com uma noção que conhecemos em quase 250 anos.

O que mudou dos tempos de Gutenberg para os de Bill Gates, com a internet?

A grande mudança foi a proliferação de mídia: fotografia, gravadores, vídeo e agora arquivos digitais. Cada um desencadeou um tipo de pirataria e novas estratégias de combate. Porém, as redes P2Pcausaram uma revolução. Com o digital, quase não há custo para copiar e distribuir. Ao mesmo tempo, ficou mais fácil monitorar a ação dos piratas. O futuro da pirataria surgirá da tensão entre esses dois extremos.

A cultura digital exige novas regras? Ou usar informações “emprestadas” fez sempre parte do processo criativo?

Acho que leis diferentes são necessárias não só por causa do ambiente digital, mas porque todas as práticas, mesmo a das indústrias, mudou com a web. Novas leis serão criadas e adaptadas à nova realidade. Não sei se a pirataria, de ideias ou produtos, faz parte da natureza humana. Mas é difícil imaginar uma sociedade em que as pessoas não o fazem. Não seria uma organização que chamaríamos de “social”, com certeza. “Roubamos” em cada pequeno ato.[…]

Google Books: Difusora da informação, ou ladra de conteúdo?

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 1 de maio de 2010

Direto de Information Week

Google A ‘Brazen’ Content Thief, Lawsuit Claims

[…]Illustrators and photographers say Google Books project is displaying their works without authorization and in violation of copyright laws.

By Paul McDougall
InformationWeek
Abril 8, 2010 02:31 PM

Groups representing artists and photographers and several individual creative professionals have filed a lawsuit against Google, claiming the search giant’s online book service violates content producers’ copyrights.

“Google is engaging in massive copyright infringement,” the plaintiffs alleged in papers filed this week in U.S. District Court in New York.

The complainants, which include a well-known combat photographer and a respected childrens’ books illustrator, claim Google “will continue its brazen acts of willful copyright” unless it’s stopped by the court.

Google has struck deals with libraries at several top colleges, including Stanford and the Universities of California, Michigan, Virginia, and Wisconsin, to scan their entire collections and make them available online through its Google Books service. Google’s also entered similar deals with several book publishers. […]

[…]The plaintiffs are asking the court to enjoin Google from displaying the books in question on its Web site and fine the company up to $180,000 for each work it’s found to have reproduced in violation of copyright laws. […]