Economia da Informação

Privacidade: Artigo: A Google dos altos ideais e de alma elevada pode ser mera ilusão

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 16 de agosto de 2010

De IDG NOW!

Declarações infelizes de CEO e acordo que corrompe neutralidade da rede marcam fim de uma era; empresa esqueceu seu lema de não fazer o mal.

Você sabia da existência de umas coisas chamadas de “carro”? E que eu posso ir até você, lhe acertar um tiro, pegar um desses carros e, em poucos minutos, estar a quilômetros de distância da cena do crime? Seria bem difícil que você me encontrasse. E por que não roubar um banco e usar esse mesmo veículo para a minha fuga?

Esses “carros”, e umas outras coisas chamadas de “ruas” e “estradas”, são muito perigosos. Se caírem em mãos erradas, toda espécie de ação covarde poderá ser cometida, e é por isso que eu digo que devemos saber exatamente onde essas pessoas estão com seus carros. O tempo todo.

O que precisamos é de um GPS inviolável, que seja instalado em todo veículo e mande às autoridades informações sobre a localização do carro. E, para a regra ser cumprida, pesadas multas ou sentenças de prisão serão incididas sobre os cidadãos que não respeitarem tal obrigação. Para garantirmos a segurança de nossa sociedade, não podemos ter motoristas anônimos ou veículos não identificados.

A Google e o resto
Pense agora, só por um momento, que eu estava falando sério; você me consideraria um louco. Agora, veja o que Eric Schmidt, CEO da Google, sugeriu recentemente:

“Em um mundo de ameaças assíncronas, é muito perigoso que não haja alguma forma de identificar o usuário”, disse, para mais tarde completar que “a privacidade não é a mesma coisa que anonimato”. Para o executivo, “é muito importante que não só a Google, mas todo mundo respeite a privacidade das pessoas. Ela tem esse direito; é algo normal e natural. É a forma correta de fazer coisas”.

É incrível o modo como Schmidt explicou a situação: “Não só a Google, mas todo mundo…”. Quer dizer, não foi um “todos nós”. Primeiro vem o Google e, depois, “todo mundo”.

 

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