Economia da Informação

Entrevista: o paradoxo da produção de cinema digital no Brasil

Posted in Sem categoria by Flávio Clésio on 27 de março de 2010

Extraído de IDG Now

Em entrevista ao IDG Now José Augusto De Blasiis que trabalha no setor de produção cinematográfica a 27 ano coloca um adendo em relação à produção de cinema digital.

Na entrevista fica clara as dificuldades para tocar um projeto, especialmente sem financiamento; onde prova mais uma vez que não há almoço grátis quando falamos de produção de conteúdo intelectual, seja ele um curta-metragem de baixo custo  – ao melhor estilo filme trash vide PEPA Filmes – ou um longa em que envolve custos com casting, produção, efeitos cinematográficos, entre outros.

Uma observação, é que os verdadeiros produtores de conteúdo têm um discurso muito menos combativo do que os defensores da ‘liberdade’ dos direitos autorais. Isso deve ser a fato de que eles estão mais preocupados em construir conteúdo do que brigar para compartilhar o que é dos outros.

Um trecho da reportagem do IDG Now:

O que significa fazer cinema digital hoje no Brasil?
Exatamente a atuação em três áreas: captação, pós-produção e exibição. Vivemos em um processo de transformação, e o mais consolidado até agora é a pós-produção.

Qual a principal diferença entre o processo de produção digital e o de película?
Não existe diferença. Os cuidados da produção são exatamente os mesmos. Com o digital, é necessário tomar algumas precauções em relação à textura dos cenários, maquiagem dos atores e imagem estourada, entre outros fatores. A chance de tudo virar “fake” nesse tipo de produção é maior.

Quais as vantagens e as desvantagens do sistema digital no cinema?
Para uma produção pequena ou média, o custo dos equipamentos e a acessibilidade em relação ao material são melhores. Mas vivemos em um período de cinema de edital. O projeto deve ter viabilidade econômica, e isso só se consegue hoje com grandes produtos e casting global.

É impossível comparar os projetos sem classificá-los em formato, tema etc. Isso é o que acontece no Brasil. Produções pequenas são desfavorecidas.

O cinema digital facilita a entrada de mais cineastas no mercado?
Sem dúvida alguma. Primeiro vem a vontade de fazer e a capacidade de vislumbrar a produção. Com a chegada do vídeo, os cineastas tiraram da cabeça aquela ideia de que só se é profissional quando se filma em película. Com a possibilidade dos filmes digitais, a produção aumentou muito.

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