Informação x Propaganda
Não que eu goste da linha editorial da Folha de São Paulo, mas essa propaganda de 1987 é bastante atual quando falamos da confiabilidade da informação,e principalmente de omissão. Surpreendente o filme.
Negócios em grandes conglomerados de TI
Foi publicada no The New York Times por Nick Bilton, redator de tecnologia uma tabela da competitividade dos grandes conglomerados na Web com o título de “A Big-Picture Look at Google, Microsoft, Apple and Yahoo”.
A tabela mostra que a economia digital não é só de gadgets.
Cobrança de conteúdo online: New York Times
Para quem deseja saber mais sobre criação de modelo de negócios em conteúdo online, uma sugestão é a leitura do artigo do Zachary Seward na The Nieman Journalism Lab chamado “New York Times, still uncertain on charging, sets seven digital priorities” onde é discutida um novo modelo de negócios para cobrança de conteúdo online.
Livro: O Culto do Amador
Para quem deseja encontrar uma ótima crítica sobre confiabilidade da informação; e como a internet está contribuindo para esse fenômeno é a leitura do livro O Culto do Amador (tradução de Maria Luiza X. de A. Borges; Jorge Zahar; 208 páginas) resenhado pela a Revista Veja.
Escassez da Informação ou Culto ao Superficial?
A escassez da informação é um termo muito utilizado por diversos jornalistas, e demais ‘formadores de opinião’ quando falamos do advento da internet e os mais diversos meios de comunicação digital.
É grande a importância do desenvolvimento das mais diversas áreas da computação, fato esse concretizado com o aumento do dinamismo de diversas mídias; entretanto, como advertiram os Doutores Carl Shapiro e Hal Varian no livro Economia da Informação em que a superficialidade e a importância em demasia das tecnologias da informação e comunicação, onde estas viraram uma espécie de mantra do mundo dos negócios com um culto à superficialidade; onde afirmam que as tecnologias passam, os conceitos econômicos não.
O contexto econômico é pertinente, mas passemos a tratar como uma questão tecnológica, passando a fazer uma simples adaptação do que foi citado anteriormente no qual: “Gadgets passam, tecnologias e informações pertinentes que inovam e contribuem com o processo de desenvolvimento da sociedade não.”
A internet virou uma espécie de affair de grande parte da mídia, em especial alguns jornalistas que acompanham a área de Tecnologia da Informação e Comunicação, pela a velocidade pela a qual se processa e são transmitidas as informações.
Porém, grande parte do conteúdo gerado pela a Web carece de um grau de confiabilidade mais apurado, e algumas das características dessa era digital é a inconsistência das informações prestadas por pessoas que em grande parte do tempo sequer dedicam algum tempo de estudo sobre o objeto do assunto em questão, e do fato de que uma informação prestada pela a Web necessite de um grau de checagem muito maior do que de consultas bibliográficas sérias (e fundamentadas) que passam por processos de revisão semântica, revisão de sintaxe, revisão ortográfica e gramatical, além de consultas a fontes primárias para que a informação se transforme em conhecimento, e não em um resumo (engodo) superficial que os grandes veículos de mídia tentam passar como informação.
Prova disso, é a constante aparição de experts em tecnologia, que sabem tudo sobre gadgets em geral: Twitter, Facebook, TV digital, flutuações de ações de empresas de TIC na NASDAQ, Google; porém quando confrontados em sua redoma de opiniões, geralmente em debates, não sabe m nem do que se tratam disciplinas básicas em TIC como Arquitetura da Informação, ou sobre impactos tecnológicos de linguagens de programação só para início de conversa. São os que defino como ‘ front-enders de Tecnologia da Informação’, para não classificar como ‘paraquedistas’ que sempre têm comentários para tudo, mesmo que seja na profundidade semelhante da Wikipedia.
A internet sempre será mais uma ferramenta nos processos de negócios, e parte integrante do processo de desenvolvimento tecnológico; porém nunca será a principal participante; acreditar que tecnologia da informação e comunicação é essa superficialidade ‘wikipediana’, é tornar-se tão profundo quanto às Pancake Peolple .
Achar que essa revolução da informação [sic] vai impactar o mundo em que vivemos de uma maneira tão rápida e frívola e o mesmo que pensar que Larry Page e Sergey Brin construíram o Google pedindo dicas no Yahoo Respostas ou baixando o e-book Programação para Dummies? Informação com qualidade se faz em pesquisa científica séria, grupos de estudos engajados em avanços em determinada disciplina, estudos autônomos dedicados; o resto é citação de Wikipedia e trivialidade e literatura de almanaque fantasiada de informação.


Deixe seu comentário